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quarta-feira, 17 de março de 2010








ESTOU LISONJEADO COM UM BELO PRESENTE

Sou ator há muito tempo, minha gente; mesmo parado há alguns anos e ainda sim o sou. Faço teatro desde meus doze anos, profissionalmente desde os dezoito. Hoje estou com trinta, dá pra se ter uma ideia do tempo que tenho de jornada e algumas pessoas sabem do quanto já produzi. Em meados de 2000 vivi tempos áureos e produzi como nunca, tanto como ator, diretor e dramaturgo, ainda engatinhando nessa arte de escrever, como até hoje.

De tudo que produzi, ainda me faltava uma coisa, uma única coisa que não havia feito: um monólogo! Tinha medo de subir no palco sozinho e ainda tenho. Só que agora chegou a oportunidade da qual não posso me largar dela.

Esse meu desejo de fazer um monólogo foi confidenciado às minhas amigas Daniela Ferreira e Fátima Almeida. Comentei naquela época e a ideia se perdeu ao longo dos anos se passando.

Agora a irmã de Fátima, Sandra Almeida, que por ironia, desses acasos do destino foi minha professora na minha quarta série primária – anos luz atrás -, resolveu escrever um monólogo, uma adaptação de um livro e o ator escolhido pra tal feito é nada mais, nada menos do que eu.

Li o texto e me apaixonei de cara. Além da felicidade de fazer um bom texto, eu não podia dizer não a esse convite, mesmo morrendo de medo – eu vou tentar – Afinal é minha professora de série primária me convidando pra um trabalho teatral 22 anos depois. É honra, é uma história linda que está se arredondando.

Não tenho autorização pra contar sobre o texto e nem do que se trata, mas é lindo! Volto aos palcos anos depois fazendo um lindo texto e certo que tenho que me esmerar que um colosso pra dar conta do recado.

De uns anos pra cá o autor falou mais alto na minha vida e abandonei o palco. Só que ele sempre me fez falta e será minha melhor terapia depois do turbilhão que venho passando. Sem namorar, com problemas de saúde, é hora de catarsear em cena, sob a ribalta e os olhares de uma platéia que nos vitaliza sempre mais quando não estamos bem.

“Sandra Almeida, obrigado pelo presente! Você não tem ideia da lisonja ao fazer esse trabalho!”

O LIVRO DEU UMA PARADINHA, MAS VOLTARÁ COM TUDO EM BREVE.

Agora que saiu o registro do meu livro posso trabalhar mais tranquilamente em cima dele. Em breve falarei mais sobre a história e como vai se chamar, essa história que está sendo preparada com muito carinho e afinco. Estou dando o máximo de mim, pesquisando como gente grande pra não vacilar no enredo, dessa, que considero minha obra mais genial e também complexa. Minha vontade de contar do que se trata, título, personagens é enorme, mas só que em tempos difíceis, onde os plagiadores não têm dormido em seus plantões, não podemos vacilar. Total segredo é a melhor coisa pra uma obra que promete, se Deus quiser, causar nos arredores, viu!

Juro que a ideia principal não era causar polêmica, mas o tema é forte demais e, quando as pessoas se lembrarem dessa história, vai dar o que falar. Mas chega de falar desse livro. Quero mesmo falar que ele deu uma paradinha por conta de problemas de saúde que vem me acometendo, mas que em breve, dado o sinal verde dos médicos, estou com tudo em cima pra dar seqüência Em outro poste eu devo comentar sobre esse probleminha básico. Minha saúde deu uma vacilada, mas logo estará no lugar, nos trilhos novamente. Ainda pretendo escrever muita coisa!

Por Vieira Gama

DIAS DE LOUCURA

Meus últimos dias têm sido uma loucura só. Até pouco tempo estava trabalhando no período da manhã, agora estou a tarde. Estou odiando esse horário. O bom é que posso dormir até mais tarde de quinta a domingo, quando não tenho aula na faculdade.

As pessoas no meu trabalho resolveram surtar e nos colar nas raias da loucura. Não sou a única pessoa que está sofrendo com isso, outros colegas também estão. Minha gerente endoideceu e não sabe mais o que faz pra nos punir quando se tem minutos de atraso. O que eu sei que alguns já começam levantar provas para colocar a empresa na justiça – no pau – como alguns conhecem. .Eu não sou a favor disso, processar a empresa em que se trabalha, mas sei que em alguns casos isso é inevitável, e seus funcionários devem buscar seus direitos. Trabalhei pelo Itaú, tive todas razões para processar o banco e não o fiz. Isso porque minha indignação não era com o banco e, sim, minha ex-chefa.

Mas voltando no meu serviço, tudo lá está histérico demais. Minha superior chora um dia sim e outro também, como mesmo ela diz: a maré não está pra peixe. Vamos aguardar os próximos dias de tensão, que prometem!

Por Vieira Gama









O CABELUDO DO METRÔ REAPARECEU!

Alguns amigos meus sabem que tenho um paquera de alguns meses que conheci em um vagão de metrô aqui em São Paulo. Ele é lindo de viver, paixão à primeira vista, e ele sabe disso. E o mais engraçado que tudo indica que começo a ser correspondido.

Tudo aconteceu quando o vi pela primeira vez e ele não me viu. Vinha do serviço na linha azul do metrô, sentido Jabaquara para Tucuruvi. Reparei nele por volta da estação liberdade e fui admirando ele até a estação Santanna. Sem me notar, ele lia o livro A Cabana – todos lêem esse livro -, ele não é diferente. Na segunda vez que o vi ele me notou, fiquei extremamente sem graça, só que não me amedrontei e continuei olhando para ele. Alguns encontros aconteceram, até que o encontro mágico acontecesse. Depois de alguns dias sem nos ver, encontrei com ele no sentido contrário: de Tucuruvi para Jabaquara, propriamente na Estação Sé. Ele saia do vagão em que eu estava entrando, e ainda ficamos nos olhando até que ele desaparecesse pela escada rolante. Tudo muito bonito. Nesses dias atrás, percebi que ele me seguia e assim foi até a Paraíso, estação em que eu desço todos os dia.

Quando o vejo não consigo parar de olhar pra ele. Na verdade não consigo me conter, alguma coisa é mais forte que eu e faz com seu olhar me hipnotize sem que eu consiga desviar... Como será que termina essa história que vem acontecendo sempre no primeiro vagão da linha azul do metrô.. Ela é mais verdadeira do que vocês imaginam...

Por Vieira Gama

UMA MÚSICA MARAVILHOSA

De Volta Ao Começo, Roupa Nova.
Deixo pra que vocês ouçam e curtam essa coisa boa de começar novamente ainda mais forte que da primeira vez.