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domingo, 6 de dezembro de 2009





largo do Paissandú, em São Paulo.

DO OUTRO LADO DA IDADE


Meu grau de observação da vida é muito grande e, dias atrás, pude perceber isso com clareza. A clareza foi tão grande que fiquei uns três dias pensando sobre o assunto.

Estava eu no Paissandu, vindo da casa da minha amiga Daniela, quando tudo aconteceu e eu me coloquei a pensar.

Na Santa Efigênia eu encontrei um amigo meu, aliás, alguém mais que amigo uns tempos atrás e começamos a conversar e matar a saudade. A Pessoa me perguntou pra aonde eu estava indo e eu avisei que iria até o Paissandu. Gentilmente a pessoa foi me fazendo companhia e eu, claro, adorei... Uma companhia linda de viver e que me deu certa nostalgia de alguns anos atrás... Mesmo sabendo que posso voltar ao tempo na hora em que eu quiser, a nostalgia me pegou de jeito.

Ali conversando se aproximou o ônibus Mandaqui -107 P, aquele que vem de Pinheiros e vi que o ônibus parava muito próximo da gente, ou seja, longe do ponto dele. Até que a porta se abriu e veio descendo um velhinho quase que se desmontando. Com algumas sacolinhas nas mãos, uma bengala que era pra se apoiar, esse velhinho me pediu ajuda pra descer do ônibus. Eu e o menino que estava comigo o ajudamos.

Com o velhinho já ali do nosso lado, eu fiquei pensando, como um filho, uma filha, um parente deixa um senhor nessas condições sair a essa hora da noite sozinho? Já eram 23: 40 de uma quarta-feira qualquer.

Sem conseguir me conter eu perguntei ao velhinho – O senhor está vindo de onde a essa hora? – ele me olhou se tremelicando todo por conta da idade.

- Estou vindo da Usp, meu filho – Sorriu pra mim.

Meus olhos indagaram tal resposta. Pensei: o que um velhinho desses estava fazendo uma hora dessas na Usp. Indaguei num tom desconfiado – Usp?

- Sim... Usp! Sou professor universitário aposentado. Não ganho nem pra matar a minha fome com a aposentadoria, então tenho que continuar a trabalhar. Hoje sou orientador de trabalhos de conclusão, um cargo reabilitado pra mim, fui professor naquela instituição muito anos. Mas como eu comecei a estudar muito tarde por falta de condições, isso aos 40 anos, com 20 anos de carreira quando era para estar brilhando, já era um professor velho.

- O senhor mora onde? – perguntei com meus olhos brilhando e nitidamente tenso diante daquele senhor.

- Moro na Duque de Caxias com a Ipiranga. Tempos atrás, no meu tempo, os bandidos respeitavam crianças, senhoras e senhores. Hoje eles não nos respeitam mais. Então pego o Cachoeirinha e desço ali bem pertinho de casa. Mas me diga, você é um jovem bonito, comunicativo, me diga o que você faz? Pensa em fazer alguma faculdade? – perguntou o senhor mais íntimo de mim.

- Letras...! Eu fiz letras... Mas tomei horror de dar aulas. Agora vou fazer outra faculdade – Eu estava tenso sem saber o motivo.

- Eu também... – Respondeu o senhor segurando no meu braço.

- O senhor também vai fazer outra? – perguntei num susto!

- Não... Eu sou letrado também, menino... Na sua idade nem formação eu tinha, você tem aparência menor a 30 anos...

- Exatamente 30 anos – sobrepus ao que ele falava.

- Na sua idade. Eu começava a fazer o cientifico (o ensino médio hoje), tinha uma imensa vontade de estudar... até que aos 40 anos consegui entrar na universidade estadual. Formei em letras aos 45 anos, comecei dar aulas por essas voltas e hoje tenho que continuar a trabalhar para não morrer de fome. Moro sozinho. Graças a Deus moro num apartamento que consegui comprar, pois se não tivesse comprado viveria em condições bem piores.

- Sílmar... Calma... – Interrompeu o menino que estava comigo.

Foi quando notei que sem nenhum pudor eu estava chorando diante de todos. Respirei fundo e disse ao senhor:

- Entendo, senhor... Eu te acompanho até a porta do seu prédio...

Pegamos o Terminal Cachoeirinha nós três: eu, o menino que estava comigo, e o senhor que conversamos. Dois pontos depois descemos e deixamos o senhor até a porta do edifício dele. Antes de entrar ele ainda me olhou e disparou.

- Não tenha medo de você, meu jovem... Você é grande e cada história de vida é diferente da outra. Seus princípios são nobres, você é nobre, sua ânsia é nobre... Não tenha medo de você! Siga em frente e faça diferente que não será preciso tornar-se um orientador de monografias para sobreviver... Siga teus sonhos! - Ele olhou para o menino que estava comigo e ainda disse – Eu tive um também... não está mais vivo e gostaria que ele me levasse logo para modo de tê-lo por perto novamente, o amo até hoje, mas as pessoas quando olham pra mim, minha idade as fazem me respeitar, não acreditam que um dia eu também tive namoradinhos... – Pegou em minha mão novamente – Siga teus sonhos e não tenha medo do amanhã!

Com essa frase ele passou pela porta daquele prédio e sua imagem desapareceu quando a porta se fechou.

Comecei a chorar muito nesse momento. Até que o menino que estava comigo me abraçou fortemente e, sem dizer uma só palavra, um beijo caloroso aconteceu no cruzamento da Duque de Caxias com a avenida Ipiranga.

Silmar Gama

sábado, 19 de setembro de 2009

TWITTER – ESCOLA AMADORA DE FAMOSOS, MAS DE IDIOTAS PROFISSIONAIS!


Eu sei que muitos poderão vir aqui e acabar comigo, mas é a mais pura verdade. O glamour está muito em alta, embora muitos passem longe dele. Você vai pelos orkuts, vê todo mundo de óculos escuros, bancando poses de super stars, fazendo mídia, mas uma mídia complexa e muito mal amarrada.
Eu enxergo o twitter como um veículo pra idiotas seguirem. Já começa por aí, o termo “seguidor” é a comprovação do que estou falando. As pessoas ficam lá, inertes, na frente do computador lendo coisas como:
“Bom dia! Hoje tenho academia de manhã!”
“Meu namorado me chamou de bonita ontem!”
“A festa foi mega, ultra, bacana. Só tinha gente bonita!”
“Fiz cocô mole hoje, ele não boiou!”
“Não sei se vou ao show da Beyoncé ou se vou à minha casa de praia!”
Isso parece aquelas seitas de seguidores americanos fanáticos, quando do nada aparece todo mundo morto num suicídio coletivo.
E o mais bacana de tudo isso é que, no twitter, as relações não são discriminatórias. Quanto mais idiota você for, mais seguidor idiota você terá. Daí começa a misturada, como se pode adicionar qualquer pessoa, a vera, todos adicionam artistas ou pseudos famosos pra comporem suas listas e ficar ainda mais populares entre as pessoas. Um artista na sua lista de seguidores e alguma bobagem escrita está pronto à fórmula do sucesso no twitter.
Eu vou continuar lutando bravamente contra esse tipo de veículo alienador. Parece que o governo aprova grupos de relacionamentos como o twitter porque as pessoas ficam cada vez mais abobadas.
Lá vem um idiota gritando na esquina: O twitter é popularíssimo nos EUA! Daí eu respondo: agora tenta entrar nos EUA usando o site como passaporte...! Sentiram o drama?
Mas enfim, não vai adiantar gritar que sou contra, que não suporto o site, justamente por se dizer por aqui que vivemos na mais franca democracia.
Enquanto isso, vemos pipocando em várias revistas que até 2050, 82 por cento da população desta terra vai sofrer de depressão, e muitos chegarão a cometer o suicídio. Por que será?
Pessoas trancadas dentro de casa, cada vez mais pessoas com medo da violência e sem saírem pra ruas, frustrações do cotidiano, a falta do contado pessoal, aumento de namoros e relacionamentos virtuais... Está pronta uma bomba relógio que vai explodir com certeza e que sabemos muito bem quem serão as vítimas. Agora me diga quem vai assinar o cheque?
Assim como o LSD, Êxtase, Craque, Cocaína e outras drogas entraram no país e causaram o maior frisson, o mesmo acontece com o twitter.
Mas e o orkut? Eu ainda consigo ver uma funcionalidade pro orkut, mas não o vejo totalmente com bons olhos. As pessoas possuem uma substância que vicia violentamente o cérebro e, com isso, o que poderia ser bom, torna-se uma catástrofe urbana.
Então todos vão se sentindo famosos, importantes, glamurosos, bonitos, elegantes e uma hora vão acordar e enxergar que a vida não é tão fashionista assim. Vamos aguardar! Todos se misturando à loucura que é a fama, a loucura que é a vida real e, assim, se fazendo e contemplando uma escola de famosos amadores, mas de idiotas profissionais.


Silmar Gama


VAMOS FALAR DE COISA BOA!

Sábado ta prometendo chuva, mas mesmo assim quero agitar alguma coisa pra fazer e,é claro, chegar de carro abalando com tudo! Pra que isso aconteça brilhantemente, deixarei aqui a trilha que chegarei deslumbrante, quase que flutuando pra abalar com todas as estruturas!

LONELINESS – GEORGIA BRAWON E O DJ ALAN NATAL.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009







CAMINHO DAS ÍNDIAS VAI EMBORA PRA DAR ESPAÇO PRA QUE TODOS VIVAM A VIDA.

Sei que está tarde pra falar de Caminho das índias, mas é que não tive tempo de vir antes e comentar dessa novela que terminou fazendo bonito. Apesar dos pesares, da correria geral que tomou conta do último capítulo, que teve duas horas e sete minutos de duração, foi um capítulo muito emocionante. Eu vou mais, há muito tempo não se via um final de novela tão envolvente como esse foi.
Eu achei que muita coisa ficou sem graça, que a Gloria Perez tinha errado a mão, mas quanto tive acesso ao último capítulo da novela, vi que as cenas foram escritas, estava tudo certinho, redondo, mas na ilha de edição, foi onde a tragédia aconteceu. Muitas das cenas daquele capítulo de 52 páginas não foram pro ar.
O final de Maya, da forma que foi escrito, era lindo. Depois de saber do Guru que Maya se encontrava no viuvário, lá pelas bandas dos cats de varanazi, Raj ia ao encontro dela. Eles teriam dificuldades de se encontrar, as pessoas os impediriam, até que no final, o encontro explodiria na emoção. E também Maya não trocaria de roupa, mas pra agilizar a cena, criou-se uma licença poética que não funcionou no ar e ninguém entendeu nada.
Um final que me emocionou foi o do Shancar, talvez, o que mais me comoveu. Muito triste a vida que um renunciante tem depois de abrir mão de tudo quando é conforto. A imagem dele subindo às montanhas é linda!
Pra fechar geral, gostei da novela e percebo que Gloria Perez correu muito pra fechar a novela em 203 capítulos, ela tinha fôlego pra mais uma ou duas semanas de exibição sem dúvida.
Depois da índia, estamos sendo brindados com imagens belíssimas das praias de Búzios e vamos passear muito pelo Leblon. Manoel Carlos parece-me muito inspirado em Viver a Vida, e a novela promete muito mais pela frente. Taís Araújo está como nunca esteve um negro na frente da televisão, poderosa, linda, glamurosa, fantástica e dando conta do recado. Vai acontecer como Helena. O contrário do que muitos dizem, Da Cor Do Pecado, não é o divisor de águas na vida de Taís e, sim, agora com esta novela. Vamos torcer! Eu amo o Maneco!

Silmar Gama

sábado, 12 de setembro de 2009

SERÁ HOMOFOBIA?

Bom... Vou abrir mão do politicamente correto pra esmiuçar as próximas palavras. Nunca neguei que não sou amante de um tipo de gay que compõe essa imensa comunidade chamada de comunidade gay. Não sou daqueles que dizem ser necessário aceitar todas as formas, todas as atitudes pra ser considerado um militante convicto. Eu milito sim! Mas milito dentro dos conceitos que acho corretos e não daqueles que me convém ou me fariam vender inúmeros livros.
O que quero dizer, resumindo: que eu não gosto de travestis! Vejam bem, não são todas, mas posso dizer que gosto daquelas que são minhas amigas, pois são selecionadas a dedo e enxergam o mundo além de uma gilete embaixo da língua. Tenho amiga travesti que leciona Língua Portuguesa em uma escola pública. Cursou, se formou e foi aprovada em concurso público pra ocupar o cargo. Outra que é uma das mais respeitáveis profissionais da estética em São Paulo. Minhas travestis são cidadãs e não seres marginalizados que sucumbem à margem da vida e se contentam em ser profissionais, digamos que muito baratos, do sexo, daquelas que gostam de marginalizar a nossa comunidade, que “multam”, que proíbem pessoas devidamente em dia com seus impostos de irem e virem.
Não sou contra a prostituição, mas lembrem-se senhoras e travestis prostitutas, vocês não pagam impostos como os comerciantes, empresários, e pessoas de bem pra usufruírem devidamente das calçadas que vocês se julgam, mas muito pseudamente donas. Vocês se beneficiam de pessoas que quitam seus IPTUS pra poderem angariar meia dúzia de pãezinhos pra comerem durante a semana, somente isso. Se querem ser respeitadas paguem pela calçada que usam! Exatamente como aqueles gays que vocês “multam”, proíbem de passar diante de seus narizes pagam! Vocês são ilegais como os camelôs são! Mas em camelô se desce o sarrafo, em vocês não!
Não vou dizer quem está certo ou errado nessa história, muito menos porque estou desabafando aqui. Só vou comentar que discuti feio com uma pseudo travesti e não direi mais nada além disso. Ela não merece, é a mais absoluta infâmia do caricatismo brasileiro.
Acho que ta na hora dessa comunidade gay distribuir o que é de césar, sem menosprezar seus direitos que lhes são devidos. Meu amigos não temam essas pessoas marginalizadas, temam os seguranças de shoppings que espancam e nos coagem de usufruir nosso direito, os carecas que são tão brutalmente cruéis conosco..
Me digam sinceramente qual a diferença de uma travesti que te impede de passar na rua e um careca do ABC? Nenhuma! Tanto um quanto outro são criminosos e a policia existe pra isso. Denunciem! Estou de saco cheio dessa raça que nos envergonha, não pelo fato de serem proxenetas, mas por marginalizar o que muitos, às duras penas, tentam melhorar. Que mancham nossa comunidade, que execram com travestis que são honestos, polidos, trabalhadores e devidamente em dia com seus IPTUS! Isso tem que acabar! Chega!

Silmar Gama

AGORA VOU FICAR LINDÍSSIMO PRA SAIR E BEIJAR O MAR AMANHÃ

Agora que desabafei quero lhes informar que estou indo pro meu banho de beleza pra ficar, na mais pura verdade, lindo pra festa e a boate Flex de logo mais! Amanhã devo estar no Litoral, beijarei esse mar de meu Deus que estou morrendo de saudade! Conto as novas semana que vem!

DEIXO AÍ, ABAIXO, MAIS UMA MÚSICA PRA VOCÊS CHEGAREM ABALANDO DE CARRO!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

PRECISO MATURBAR A MENTE URGENTEMENTE!

Estava há pouco falando com a minha amiga Marcela e informei a ela que estou numa semana nada criativa, não consegui escrever uma linha que fosse... Será que vou ter forças pra terminar isso aqui que estou escrevendo? Vou tentar...
Ontem eu assisti uma entrevista de um autor gostosinho que chegou ao mercado há algum tempo, Santiago Nazarian, autor de Mastigando Humanos, livro que li e gostei. Engraçado que quando eu ouço o Santiago tenho a sensação de estar ouvindo o Vincent Villari, colega roteirista que tenho, as vozes são muito parecidas, além de achá-lo bem parecido também. Claro que o Vincent não vai passar aqui, por isso estou escrevendo. Ele me xingaria ou me excluiria se soubesse disso... rs Tanto um quanto o outro eu acho umas graças.
Enfim, falando da minha crise criativa, se é que tive criatividade alguma vez, ela me pegou de jeito. Ando tão sem vontade esta semana que chega a ser irritante. Não produzi o livro, não escrevi blog, prometi que colocaria coisas aqui e não cumpri e estou fazendo um esforço danado pra cumprir minhas obrigações de namorado. Se é que me entendem também. Estou sem vontade de sexo, acho um sacrifício ultimamente ter que tirar a roupa e deitar sobre um corpo gélido. Estou com nojo de gente. E isso não é por estar com a pessoa que estou, mas de um modo geral, estou com nojo de humanos, pessoas, mulheres, homens, enfim... Não transaria por vontade com nenhuma dessas espécies.
Espero que a crise criativa passe logo, já a sexual gostaria que continuasse. Ando muito sem paciência com relacionamentos, mas muita mesmo! Meus amigos gays estão na maior efervescência, casos brotando, vida sexual ativa, encontros, traições e isso tudo tem me irritado bastante. Mas bom pra eles, gosto de ver meus amigos com a pele igual à de um pêssego. A minha não ta ruim ainda, mas deve ficar em breve. Gente não quero mais transar! O que acontece? Alguém saberia me explicar o que é isso, é passageiro, é identidade, é carência, é desilusão... o que viria a ser? Enfim enquanto não descubro, deixo essas linhas pra que vocês, sim, possam ter muita vontade de sexo, orgasmos múltiplos e bastante masturbação. Toca-lhes muita punheta e siririca gente!
Siririca... Que nome horrível, pelo amor de Deus...

Silmar Gama

PALE SHELTER, Tears For Fear, ou Tias Fofinhas como falam os maldosos. Gosto dessa banda e especificamente esta música. Eles estavam no auge nessa época, meados da década de 80. O clipe é meio brega, eles meio gays, na verdade todas as bandas da época eram meio gays... Mas vale a pena conferir!

sábado, 5 de setembro de 2009


COMO DÓI SER CHIQUE...!


Bom, estou na maior dúvida, não sei o que fazer neste final de semana. Uma leva, uma multidão de pessoas desceram para o litoral, as praias estarão com a cara da capital até segunda-feira, quando todos vão se amontoar na Imigrantes pra subir novamente e, na terça, entupirem as ruas da cidade.
Me chamaram pra ir à Parada do orgulho gay que acontece em Bauru, ainda não decidi se vou. Mas corro um sério risco de não fazer nada este feriado prolongado, talvez ficar em casa lendo livros e assistindo a um bom filme. Todos os meus amigos foram viajar, alguns estão em São Vicente pro aniversário de 5 anos da The Club Litoral. Particularmente, preferia quando a The Club era em Campinas, me esbaldava nela. Não sei porquê tenho implicância com boates que se situam no Litoral sul, acho muito a cara de São Paulo, já cheguei encontrar vizinhos meus lá, que achavam que estariam longe do crivo julgador desse bairro de falsas cajazeiras.
Mais enfim, segunda ou terça-feira, colocarei um poste aqui falando dos presentes que ganhei nos últimos dias, quero agradecer alguns amigos. Aguardem.
Voltando a falar dos programas que posso fazer... Daqui pra frente teremos um monte de feriado que cai de sextas e segundas-feira, o que será ótimo pra turma do Sexo Oral que segue firme e forte pelo interior fazendo apresentações, como tive e estou com um sério problema nas minhas cordas vocais tive que me afastar do grupo, então minha agenda que seria cheia, está no mais profundo ócio. Fico aflito com isso, como não me entupo mais em boates pra ferver até o Sol nascer, tenho que programar algumas coisinhas interessantes pra fazer... Sexo? Eu disse coisinhas interessantes... Que amargo fui agora né?
Não sei o que farei, mas de qualquer modo, volto na segunda ou terça contando o que eu fiz e postando sobre os meus presentes...

Quero aproveitar e mandar beijos pra algumas pessoas que passaram por aqui:

André
Gláucia
Marcela
Pandora
Márcio
Juliana
Leonardo (Belizário)
Vitório
Rafael (Este persona escondidinho), que coisa não?
Bianca
Daniela
Leandro
Entre outros, estes foram os que tive acesso..
Ah, quero mandar um beijo especial pra duas pessoas: Nino e Rodrigo que também passaram aqui e, principalmente, pro Nino que torce tanto pras coisas que faço e até divulga!
AGORA SE SEU NOME FICOU DE FORA, QUE TAL COMENTAR NOS ESPAÇOS DE COMENTÁRIOS, PODE COMENTAR ANÔNIMO, EXISTE UMA OPÇÃO PRA ISSO, E EU NEM VOU FICAR SABENDO...

PRA CHEGAR DE CARRO NA BALADA, CLOSANDO COM A CARA DE TODO MUNDO, UMA MÚSICA QUE ESTARÁ NO MEU PRÓXIMO FASHION HITS. AGORA DÁ LICENÇA QUE VOU COLOCAR MEUS ÓCULOS ESCUROS, EU POSSO!

SUZANNE PALMER LUV 2 LUV

quinta-feira, 3 de setembro de 2009


E INVADINDO A PASSARELA DA MODA, BRUNO, O FASHIONISTA!


Depois de colocar a nação norte-americana de cabelo em pé com o polêmico personagem Borat, o repórter do Cazaquistão sem-noção, o humorista inglês filmou novamente nos Estados Unidos um novo "falso documentário". O longa é estrelado por Bruno, o repórter da TV austríaca que invade o mundo clubber-fashion, e joga os holofotes para a frivolidade e o confronto entre o que é gay e o conservadorismo extremo. Ele passa pelas lojas de Melrose, em Los Angeles, pelo Fashion Week de Nova York e vai tirando uma casquinha de todo mundo, mostrando a importância elevada que algumas pessoas dão à moda, como o diretor de casting que apóia a afirmação de que "A moda salva muito mais vidas do que médicos". Bruno, que já fez parte do programa de TV, "Da Ali G Show", é um personagem de origem austríaca e circula pela noite de Miami Beach entrevistando héteros e tirando sarro dos assumidos e dos enrustidos, por exemplo. Nas suas entrevistas, Bruno mistura alemão com inglês, e faz as pessoas julgarem o que ou quem é IN ou OUT, dizendo "Vassap" e "Ich don't think so" ou "Ach, ja!" e "Nicht, nicht". Além de falar do judaísmo é comum pedir para os fashionistas darem suas opiniões sobre "personalidades" como Hitler e Osama Bin Laden, entre outros. Na ótima entrevista com Daniel Dicriscio, o "messias da maquiagem" dá sua visão de um "look" atual para Jesus Cristo, por exemplo. Alguém tem dúvida que a moda Bruno vá invadir as ruas do circuito gay, em São Paulo? Eu não! Todos vão estar devidamente “só no carão”!


O FASHIONISMO VOLTA COM FORÇA


A moda "Só no carão!" vai voltar com força total, como podemos ver na foto à esquerda, sendo assim, preprarem-se, muitos closes vão invadir às ruas, os Shoppings da cidade, cinemas, teatros e, é claro, nas boates mais badaladas de São Paulo. Os frequentadores de Bubu Louge, The Week, The Sun, The Club Litoral terão de ficar antenados. Particularmente, a foto à esquerda é muito mais a minha cara, sem grandes extragavagâncias, mas com um pitata de neo-fashion. Arrasem, em breve, todos "Só no carão"!
Sílmar Gama


BORAT, A BORRA DO BRASIL BEM-HUMORADO

Estou interessado em assistir Bruno, um filme irreverente do ator Sacha Baron Cohen, que retrata às altas rodas da moda pela América. Com isso cheguei ao primeiro filme do ator, Borat, um repórter do Cazaquistão sem-noção que vai se aventurar em Nova Iorque pra fazer um documentário pra televisão cazaquistaneza. Grande foi minha surpresa e susto ao me deparar com aquilo tudo. O filme é muito ridículo, mas de tão ridículo que é torna-se uma obra-prima, passando longe dos acostumados besteiróis americanos. O filme faz uma crítica, grita em nossa cabeça, é plugado à nossa inconsciência.
O filme é ofensivo com atitudes que beiram ao machismo, homofobia, o ódio contra os judeus e práticas de pedofilia. O contrário de nós que não fazemos por motivos puramente dogmais, Borat, traz esses conceitos arraigados a sua cultura, agindo assim de forma quase que angelical sobre tais fatos.
Essa naturalidade intrínseca no filme me assustou muito, mas com o desenrolar, pude notar que somos até piores que Borat, que detém a cultura como desculpa. Em seu país as mulheres não têm voz, são escravas sexuais de seus “machos”, e quando abordadas por eles, obedecem de forma imediata cedendo aos caprichos e lascívia desses homens. O que me chamou a atenção foi quando Borat, logo de início, apresenta sua irmã dizendo se tratar da prostituta de número quatro do Cazaquistão e em seguida tasca-lhe um beijão na boca. Assim todos ali fazem. A forma primitiva como Borat lida com suas situações, lembro, mas uma vez protegido pelo fator cultural, nos faz pensar como somos, falsamente, mais civilizados que o seu povo e sua cultura.
Incumbido da missão de retratar para o seu povo a cultura americana, Borat, chega à Nova Iorque e tem uma série de encontros desastrosos, puramente engraçados, com os americanos. A forma indireta como chama os americanos de abobados soa-me como um deleite. Só que de cara ele se depara com a imagem de Pamela Anderson na tv, lindamente na famosa série SOS Malibu, Borat, não tem dúvida, Pamela é o grande amor de sua vida, que o faz desistir das reportagens em Nova Iorque e assim busca-la na Califórnia.
Se ele vai se encontrar com Pamela, não vou revelar, deixarei para que vocês assistam a esse delicioso filme que, sem dúvida, me fez pensar que Brasil tem mais de Cazaquistão do que Europa
A crítica é forte e me fez ter mais vontade de assistir Bruno. Mas de uma coisa não tenho dúvida, Cohen, é um grande ator, as cenas que se expôs fazer durante o filme são toscas e somente um grande ator as faria de forma tão impecável. Vale a pena conferir! Borat, um mundo a ser descoberto sem dúvida!

Sílmar Gama

terça-feira, 1 de setembro de 2009


E EU ACREDITAVA NO SEU SENTIMENTO...

Pra começo de conversa, eu pensei em colocar uma foto sua, mas não vou. Se fizesse isso teria que maneirar minhas palavras e é tudo que não quero. Já que vou encerrar essa história depois deste desabafo, então que seja na íntegra!
Acredito que você não passe por aqui, mas vou torcer piamente para que uma de minhas amigas te avise deste desabafo, como é curioso, sei que virá e vai ler e entender o que se passou na minha cabeça, o quanto fiquei mal por conta disso e porque de quase ter enlouquecido de angústia por uma coisa que não tem outro nome, a não ser, daquele que muitos correm, dizem não ter, mas têm: maldade!
Você mais do que ninguém sabe que tivemos uma história de dois anos, história essa que foi e voltou muitas vezes, mas que cada vez que voltávamos, voltávamos melhor, mais amantes, mais próximos, pelo menos de minha parte. Mas a maneira que usou pra ir embora dessa última vez foi indizível, não saberia como explicar ou exemplificar isso.
Olha, “pessoa”, vou te contar uma. Embora eu não tenha total certeza do problema que você tem, se tiver, desejo mesmo que supere essa fase. Agora eu vou explicar o porquê de não ter certeza disso. Eu não conheci nessa minha vida alguém que tenha esse problema e que consiga brincar com ele, usar desse problema pra torturar uma outra pessoa como você fez. Se não tive acesso a essa informação enquanto estava com você, porque você fez questão que eu soubesse quando saia de sua vida? O nome disso é maldade, pior, chantagem! E a maldade foi se configurando quando, sensibilizado por este problema, eu voltei atrás do meu orgulho pra ficar do seu lado, te dar apoio e você se recusou, pior, me ignorou, não me atendeu telefonemas, não me desbloqueou do orkut, msn e coisa do tipo.
Olha, moçoilo, eu não queria voltar com a nossa história, não queria te impedir de ter sua vida, suas paqueras, seus rolos, ou mesmo que me escondesse caso tivesse com medo de me magoar. Eu queria simplesmente te apoiar, estar do seu lado como amigo. Sem o fato de ter me ignorado, você ainda fez com que eu tivesse acesso às conseqüências do seu problema, anunciou isso aos quatro ventos pra que eu soubesse e assim me torturar mais.
Perdi as contas das vezes que chorei por isso, com medo de perder você pra esse problema que levou minha madrinha no início do ano e tanto sofri com isso. Eu torço com toda força pra que isso seja mentira, que você, por raiva tenha inventado isso pra me sacrificar. Agora sacrificar do quê eu não sei. Nem se eu te traísse ou ferisse de morte justificaria tal atitude. Mas se for verdade, será muito bem amparado por Deus, família e amigos, estou fora desse núcleo seleto.
Espero que se for mentira, que Deus me perdoe pelo tanto que peço a Ele pra te ajudar. Eu desconheço o que realmente é. Cara, eu ainda tenho o telefone de sua mãe, teria muito bem como falar com ela e ouvir da boca dela se isso é verdade ou não, se este é o motivo pra você me manter longe. Mas eu não vou fazer, não vou ligar pra ela, não vou sondar ninguém de perto de você pra ter certeza disso. Pode ficar tranqüilo! O que eu queria mesmo, você me vetou! Não me permitiu! Então, “pessoa”, espero que realmente seja feliz, que supere isso tudo e não me torture mais com essa situação. Aliás, te recomendo, não faça isso com mais ninguém. Tudo que fazemos, volta pra nós mesmos. É a lei do retorno...
Embora nunca vá entender o porquê dessa atitude comigo, eu abro mão de saber mais dessa história, de te esperar no msn... esperar uma ligação sua. Vou viver minha vida sem dúvida, pois tenho certeza que está vivendo a sua.
Entenda bem, não é praga, mas eu tenho a mais absoluta certeza que vai chegar o dia que você vai querer falar comigo feito louco, que vai estar se sentindo muito mal e não vai ter ninguém com que possa falar. E nesse dia, você vai enxergar a maldade que fez. Do mais entrego a Deus! Ele saberá o que fazer. Se for mentira também, não se preocupe com o meu julgamento, ele não vai existir. Mais uma vez, como todas as outras vezes, procurarei entender as suas razões pra isso. Agora sua maldade, eu não aceito!
EM TEMPO: nesse desabafo, não me abstenho de erros, sei que errei muitas vezes, mas por todos os erros que tenha cometido, nada justifica... apenas vou parar de chorar, não incomodar meus amigos com minhas angustias, não alugarei mais ninguém com as minhas aflições. Elas não vão mais existir daqui pra frente... Vou viver e, acima de tudo, viver muito bem. Eu acredito sempre na vida e nos corações que são puros.
Sem mais...
Beijos e que sua vida seja regada de luz e sabedoria! Até um dia...! Já que a vida é uma roda.

Silmar Gama

UMA MÚSICA QUE GOSTO MUITO, OUÇAM, VALE MUITO A PENA! É MAIS UMA PRA CHEGAR DE CARRO! RS
Offer Nissim Feat. Maya - On My Own

UM FINAL DE SEMANA ALUCINANTE, COMO DIRIA NARCIZA: AI QUE LOUCURA!

Eu desejei um final de semana maravilhoso pra vocês, sei que desejei e não fiz jus ao meu, sendo que meu final de semana, só não foi pior, porque estou em uma fase plena de auto-conhecimento e sei exatamente como me livrar das intempéries que me aparecem.
Claro que não vou citar minhas agruras aqui e nem faria sentido expor uma outra pessoa no meu blog, lugar que a mesma não teria como ou voz pra se defender, mas eu desengasguei algumas coisas, dentro da legalidade, que eu possa pelo menos enterrar um assunto já há muito saturado. Mas isso vocês acompanharam no poste acima.
Então, eu tinha planos, aliás, muitos planos para este meu final de semana e não consegui fazer nada mais do que excluir meus dois orkuts... Eu tive amigos que quase me mataram por fazer isso, mas foi preciso. Alguns chegaram a pensar que os excluí de minha rede amigos, o que não é verdade. Eu dei uma paradinha, preciso desse tempo, tenho muito que fazer nos próximos meses, até terminar o ano. Como este ano foi atípico e precisei mais do que imaginava de tempo para me recompor, meus assuntos, meus ideais ficaram todos atrasados e pretendo colocar a casa em ordem agora.
Claro que não foi um adeus, digamos que tenha sido um até logo, um até breve. Eu tenho uma bagatela de livros pra estudar, terei de fazer algumas coisas e notei que, há muito fugido da escola, estou à beira de um colapso cultural, portanto, é necessário correr atrás do lucro, já que não corro, jamais, atrás do prejuízo... Acho essa expressão, correr atrás do prejuízo, uma burrice total.
Mas voltando ao meu final de semana, passei angustiado sim, mas só foi nesse final de semana, não tenham dúvidas. Me deixaram assim, contribuíram pra que eu ficasse assim, mas passou. O meu fator positivo é esse, eu me levanto muito fácil das quedas que levo. As pessoas, os malditos ficam pra morrer com essa minha superação. Desculpem, mas sou assim, um lorde insuperável! E como diria minha amiga Narciza, só tive um “aí que loucura” e passou, passou lindamente e agora estou novamente tinindo, pronto pra outra ainda melhor, já que essa passou mexxxxxxmo!!!!!


Silmar Gama

sexta-feira, 28 de agosto de 2009


MINHA ANÃ DE JARDIM PREDILETA

Aqui quero falar dela, minha amiga Marcela, que volta a freqüentar meus blogs depois de algum tempo. Acho que há muito tempo atrás eu falei dela no the Profundis ou no Salvation, não me lembro...
Essa pequena, essa anã de jardim pra falar a verdade. Que hoje é bem diferente daquela que retratei um tempo atrás. Antes Marcela era uma garotinha encantada por mim. Com o passar dos anos, ela pôde conhecer os meus defeitos e ver que não era tão deslumbrante quanto ela imaginava. Nós somos assim, somos encantadores à primeira vista, mas ao longo do conhecimento, os defeitos começam a aparecer. Não somos menos amigos que antes, hoje, somos amigos de igual pra igual. Não há diferença entre nós. Acredito que somos até mais do que antes.
É muito engraçado vê-la hoje dando suas opiniões, mostrando seus desejos e bem próxima de ter o grande momento de sua vida, assim espero. Marcela cresceu, é mulher, é dona de suas vontades, percebeu em tempo, que não precisa de escada pra ser admirável e confesso que é muito mais interessante hoje do que àquela garotinha que conheci anos atrás.
Claro que nem tudo nela mudou, a bonitinha continua seguindo à risca a música do nosso ilustríssimo Ed Mota, aquela que diz: Eu não nasci pro trabalho, eu não nasci pra sofrer. Eu percebi que a vida é muito mais que viver...
Hoje, Marcela, não me dá razão em nada, também pudera, só faço a coisa errada. No meu último relacionamento foi um exemplo, errei do começo ao fim e Marcela me criticou o tempo inteiro. Até no final do relacionamento, vocês acreditam, ela me criticou! Mais uma vez estava errado! Mas enfim, passou.
Em breve vou falar desse relacionamento que tive, dessa pessoa que merece um comentário meu, mas em breve, não pra já, pode ser amanhã...
Aproveito nesse espaço e agradeço essa amiga de muitas horas por tudo que tem feito e, principalmente, por ter me deixado assisti-la crescer. Este é um prazer imensurável! Marcela e uma mulher pequena, daquelas que retratou Roberto Carlos, mas grande em seu conteúdo, grande em sua sabedoria e no conhecimento do comportamento humano que, a cada dia, mostra conhecer mais e mais! E assim vamos pra quase ou já cinco anos de amizade.
Não vejo a hora de batizar sua filha! Calma, gente! Ela não está grávida. Marcela só me convidou para que batize sua primeira filha, coisa que vou adorar, amar de paixão! Sei que vai ter bicha que vai passar aqui e vai odiar essa notícia, mas sua primeira filha é minha. A vocês vai restar da segunda em diante, isso se não dar o bote também, pois quando eu quero uma coisa, eu aceito não mais que tudo! Adoro!
E assim vamos vivendo, apreciando como nunca essa bela amizade que tenho orgulho de dizer que construímos ao longo de árduos anos e que árduos viu! Antes que me esqueça: TO ONLINE VIU!
UMA MÚSICA PRA QUE VOCÊS COLOQUEM NO CARRO NO FINAL DE SEMANA!

Amo essa música, não é nova, mas é atualíssima! Amanda – Don’t Miss! Fantástica! Vai tocar horrores no meu carro! Aloka! Se forem a uma festa cheguem de carro ouvindo ela, não dá outra, sucesso na certa!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009


SER OU NÃO SER DO “CORRE”?

Ontem eu fui visitar meu amigo Samuca, que perdera sua mãe recentemente. Faço parte daquela turma de urubus que fica velando o sofrimento do outro como se tivesse perdido alguém tão próximo quanto à vítima e, detalhe, que não sofre tanto quanto a pessoa que perdeu. Samuca é meu amigo há pelo menos 30 anos, o meu tempo de vida, certo de que ele viu meus primeiros passos rumo a essa vida frenética chamada de vida urbana.
A fofoca corria solta, estávamos falando muito mal de pessoas que não me atrevo dizer aqui. Vai que alguém passa meio que sem querer no Destaque e amanhã tem uma dúzia de mexeriqueiras com rolos de macarrão na mão querendo me mandar para as terras da loló. Samuca é ótimo! Madame Morgana, seu nome de guerra! Se eu tenho nome de guerra? Claro que não, sou um pseudo intelectual e não posso me dar esse luxo. Depois de acabar com as orelhas de Gertrudes machão, Perigosa Pertubada, Mulher banana e Maricota foi pro brejo; fomos surpreendidos com as visitas de duas mocinhas, uma delas, a sobrinha dele. Mudamos o rumo da conversa e passamos a falar de família. Como não queria mais saber desse assunto, dei atenção a coleguinha da sobrinha que sentara ao meu lado. Não me lembro o nome dela, mas era uma figura não menos que encantadora. Devia ter um metro e sessenta e poucos, loura tipo Nazaré Tedesco, magérrima – tanto quanto a Ana, àquela lá de record.
Logo de cara fui informado pela loiruda que ela tinha nada mais, nada menos do que 4 namorados: um na zona Sul, outro na zona oeste – com este não praticava sexo, um na zona norte e o outro – quem ela ama, é do “corre” e tem pau pequeno! Chocados? Minha boca quicava feito io-iô.
Segundo a mocinha simpática, o amor de sua vida é rico, tem uma BMW e uma máquina que nem me atrevo dizer o nome por não lembrar, mas sei que é daquelas que qualquer jogador de futebol adoraria exibir.
- Ele é rico? Qual a ocupação dele? – perguntei na mais pura inocência.
- Ele é do corre! Traficante! – Falou a loira como se me dissesse que ele fosse médico.
Na hora abri meus dentões para aquela menina, já que com mulher de traficante, no meu bairro, não se brinca e fiz cara de coleguinha! Ela continuou a dizer suas agruras por não saber com quem ficar. Mas que o partido da zona sul tinha sim um bom emprego, queria coisa séria e, é claro, casamento.
Mas diante da ocupação do primeiro que ela me disse após minha pergunta inocente, não tive coragem de perguntar a ela qual seria a boa e nobre ocupação desse da zona sul. Existem coisas que é melhor não sabermos...
Deu meu horário e enquanto o Fábio Junior gritava na televisão anunciado a abertura de Alma Gêmea, tomei o caminho de casa e fiquei a pensar nas nobres ocupações dos galanzinhos do meu bairro: Ser ou não ser do “corre”?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

PRESENTE DE AMIGOS

Em 1998 escrevi minha primeira sinopse de novela, devidamente registrada com o título de “Os Lados da Moeda”. Uma historia noir que trata a vida inerte de uma família de milionários. Virgilio Veronese vê seu império desmoronar após a morte de sua esposa Cecília, em circunstâncias nem um pouco esclarecidas.
Misturei diversas coisas nessa trama, entre elas, o perigoso e nada explorado pela mídia mundo dos que jogam RPG. Na época tive um apoio enorme de uma amigo, o Milton Netto jogador de RPG, que me ajudou fielmente nas pesquisas pra essa história. Meu muito obrigado!
Já me 2003 tive uma ideia, escrever outra sinopse de telenovela, ou seja, que viria no ano de 2005, ser batizada de Exótica e também devidamente registrada. Uma linda história de amor entre mulheres, mães, filhos, família; explorando um universo mais romântico.
Exótica foi a história que mais me empolgou de fazer, nela me descobri em vários sentidos. Acompanhando as personagens pude entender que a vida é simplesmente maravilhosa, como diria Ivan Lins!
Nessa história sim, me inspirei em diversas histórias de vida, principalmente, de mulheres que pude ver no meu crescimento, em minha formação de homem. Histórias essas que fariam qualquer coração empedernido chorar como menino! Exótica é linda! A começar pela música de abertura que escolho sem medo de errar, uma canção de Milton Nascimento, Caçador de Mim!
São ao todo 70 personagens e aproximadamente 180 capítulos de pura emoção! Como sou apaixonado por todas as histórias que escrevo, nesta não seria diferente, comentava com os meus amigos as bravuras e desbravuras de minhas personagens. E não menos encantando do que eu, André, um amigo de longa data me presenteou com esta abertura feita por ele para minha linda história de amor entre mulheres, Exótica! Uma abertura sem os recursos de Hans Donner, mas muito cheia de amor, esperança como o lindo coração de André.
Aqui deixarei a abertura para que vocês possam conferir e ver o quanto é importante ter amigos que torçam por nós! Amei e deixo meu sincero muito obrigado a você André, essa pessoa linda e apaixonada pela arte que tanto me ajudou a crescer como homem: novelas!

Confiram!

Aproveitem e confiram também o blog do Milton, é otimo e de excelente gosto!
http://sensoincomum.wordpress.com/



Acima, Andre comemorando mais um

ano de vida! Beijos meu lindo

Abaixo o vídeo da abertura feita pelo André!

A PARANOIA DO POP STAR!

Essa história eu tenho que contar pra vocês, é muito engraçada! Como todos sabem, estou escrevendo o Paranoia Adestrada, o que já me rendeu a primeira confusão.
Um amigo meu, quer dizer, um ex-amigo meu já que ele me excluiu do orkut; ficou extremamente incomodado com a história. Segundo ele, a mesma é devidamente inspirada em sua vida, sua história de vida! Acreditem! Num tom nada menos do que ameaçador, fui informado por ele que não queria se identificar mais ali na banal história escrita.
Os argumentos dados são as de que ele mora no mesmo andar que o personagem Rodrigo mora e o fato de um dos personagens ser homônimo de seu namorado. Agora me digam, isso é contar a história de vida de alguém?
Claro que não! Não sei se foi “tássia” demais da pessoa em questão ou se a mesma não se encontrava num dia bom.
Agora imaginem vocês se o Manoel Carlos fosse ameaçado por todas as Helenas desse Brasil que se identificassem com suas Helenas, o que seria da autoria desse mestre da teledramaturgia? O que os autores teriam de fazer pra não batizarem seus personagens por nomes nunca usados antes? Isso é loucura demais pra minha cabeça. Realmente uma paranoia!
Gosto demais das pessoas que me excluíram do orkut, falo pessoas, no mais rigoroso plural, porque o namorado homônimo também me excluiu. Se consciente ou inconsciente eu não sei, mas me excluiu.
Essa história como já informei a tenho há mais de cinco anos, bem antes do namoro em questão! O que me choca não é ser excluído, mas uma pessoa que sumariamente julgava inteligente ter uma atitude tão imbecil como essa. Detalhe, esta mesma pessoa quer se aventurar na dramaturgia, ou seja, muito em breve, terá de batizar e se inspirar em muita gente para escrever. Mesmo que se baseei nele mesma, no mundo de Alice, terá sérios problemas com a família de Esopo.
Só pra encerrar essa história. Não me importei nem um pouco com o feito, achei tão idiota, tão imbecil que não vale a pena sacrificar uma boa história como a de Paranoia Adestrada, em nome da infantilidade de outros.! Em tempos de Big Brother Brasil, as pessoas não sabem mais o que fazer pra chamarem atenção pra si. Mas afirmo que isso é ridículo, motivo pra uma prolongada salva de palmas. Vamos aplaudir a imbecilidade de que quem não sabe o real significado da frase usada por todos os escritores:

“Qualquer semelhança com nomes, fatos, acontecimentos; será uma mera coincidência”

Silmar Gama

segunda-feira, 24 de agosto de 2009


PARANOIA ADESTRADA

Aqui quero falar do meu bebe de estimação no momento, Paranoia Adestrada, um blog ficcional que estou escrevendo em tempo real na internet. Não direi que é um livro, até porque seria muito pretensioso de minha parte. Digamos que seja uma história que registra várias passagens que um casal homossexual enfrenta ao longo do tempo de namoro.
Eu tenho vários amigos gays e mais heterossexuais ainda. E meus amigos héteros sempre dizem que devia me aventurar mais no caminho de “O Terceiro Travesseiro”, uma vez que tenho muitas estórias pra contar. Como não gosto deste livro, quero fazer algo diferente dentro desse universo que acredito que deve e deva ser mais explorado nos próximos tempos.
Meu primeiro romance deve ser lançado em meados do ano que vem. Já fechei com uma editora que não revelo nem sob tortura, mas que não será nada simbólico, não. Como se trata do meu primeiro romance, estarei financiando minha primeira edição! Foi a forma encontrada de colocar, definitivamente, Dark Room – até que a morte nos separe, nas prateleiras.
Dark Room é uma história que nasceu dentro do dark room da boate Salvation, em 2000. Dentro dele tive contato com uma pessoa que me contou sua história de vida, ali, guardei grande parte na minha cabeça e, assim, nasceu primeiramente a peça de teatro e agora, mais recentemente, o livro.

“ Vinicius é um homem de 30 e tantos anos, dono da falida boate Paralelos, que vive uma história de amor com um rapaz mais jovem e, diante do alucinado ciúme que sente do seu namorado, descobre que sua vida é nada mais, nada menos do que uma vida frustrada. Tentando entender-se, Vinícius vai em busca de sua essência e nessa busca encontra com sentimentos, histórias, emoções que há muito estavam escondidos no baú de seu coração. Orientado por uma personagem misteriosa, ele encontra não só emoções como uma nova razão pra viver, sendo que seus dias de vida, estão mais que contados”
Uma linda história de amor, que vai além dos limites da imaginação que, com certeza, nos leva a consciência que nada vale a pena, a não ser o singelo sentimento do Amor.

Dark room teve várias versões, mas a que permaneceu foi a que esse menino misterioso me contou dentro do quarto escuro.
Estava na boate em uma dessas noites chatézimas, queria um lugar quieto pra ficar, até que meu amigo me convidou pra entrar no dark. Não titubeei e logo corri para dentro daquele quarto que as pessoas buscavam um prazer que jamais se findava. Como tinha um enorme sofá para quem quisesse sentar, descansar. Sentei nele mesmo. Foi quando tive contato com a pessoa que me contou a história. Enquanto meus amigos gozavam da luxúria, fiquei três horas ouvindo aquele rapaz me contando sua história, essa sim, sua história de vida! E já às lágrimas aquela pessoa que contava tristemente sua história de vida, desapareceu diante daquela multidão sedenta por sexo para nunca mais ser vista por mim.

Fiquei dias e dias pensando nele. Era um rapaz muito bonito, bonito não, lindo! E antes dele ir embora, me deu um beijo na boca, acredito eu, como forma de agradecimento por ouvi-lo tão pacientemente.

Voltando ao Paranoia Adestrada, não quero entrar nesse universo tão diretamente. E como forma de ESQUENTA, estou escrevendo esta loucura que percorreu minha cabeça por tantos anos. A estória de Paranoia termina quando começa a de Dark Room. Portanto, ambas as estórias nos emocionará, nos fará refletir em que mundo estamos vivendo e o que deixaremos como forma de essência para uma geração tão obscura, fria que viverá os próximos anos. Vale a pena conferir!
Sílmar Gama