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sábado, 18 de setembro de 2010

A MORTE EM VENEZA

Introdução:

Quem não se lembra do Tadzio, de Morte em Veneza? O adolescente que encarnou o ideal de beleza que apaixona, confunde e leva à morte o músico Aschenbach?

É irônico, mas na vida real, o destruído mesmo pela beleza de Tadzio foi seu intérprete, o menino sueco Bjorn Andrésen, que tinha só 14 anos quando fez o filme que o transformou em objeto de desejo no mundo inteiro.

Quando Visconti o escolheu ele estudava música, morava com o padrasto e tinha, naturalmente, expectativas muito mais modestas na vida. Depois de Morte em Veneza tentou seguir a carreira de ator, lançou-se como cantor, mas não teve nenhum sucesso: havia-se tornado prisioneiro de Tadzio.

Há casos assim, em que a personagem aprisiona o intérprete, torna-se uma camisa de força que o impede de seguir adiante. Bjorn conta que não importava o que ele quisesse mostrar: todas as platéias só esperavam e queriam ver “o menino mais bonito do mundo”, que Visconti havia imortalizado.

Estava lendo uma entrevista dele, de 2005, quando completou 50 anos. Bjorn não tem boas lembranças daquela época, muito menos do filme. Está certo de que teria sido mais feliz se não o tivesse feito, e confessa que se sentiu traído por Visconti, porque filmou sem ter nenhuma noção da temática homossexual de Morte em Veneza, que o perturbou a ponto de interferir em sua sexualidade.

Acaba a entrevista com uma frase amarga, mas bem verdadeira:

Todos procuram o menino mais bonito do mundo e só encontram o menino mais velho do mundo!

Aqui está ele, aos 52 anos:
















Minha Veneza...

Certa vez um menino recém chegado à adolescência me disse que não sabia o que eu despertava nele, que, contudo, contudo, era um sentimento, uma vontade de estar perto de mim. Eu, onze anos mais velho que ele, uma diferença absurda de pensamento e, claro, comportamento não o entendia com clareza. Minha vida já tinha sido atingida por diversas amarguras. Marcas eu tinha pelo corpo todo e todos os dias elas me doíam, trancando-me mais e mais dentro de mim. Eu não entendia o que levava esse jovem querer ficar comigo – embora tenha certeza que tudo isso não passou de um jogo de sedução onde ele mesmo queria testar sua força de macho –, não entrava na minha cabeça sob hipótese alguma a razão que o trazia pra mim.

Lembro-me uma vez, que ele após uma atitude extremada de amor, após termos atingido o nirvana juntos, ele mesmo indagou o que me levava pra ele, por que toda vez que tentava sair de sua vida ele pedia pra eu ficar e, muitas, veio no anseio de menino pedir pra que eu não o deixasse. Não sei o que vivemos, mas jamais entenderei sua maneira de entender a vida, principalmente, o que ele fazia comigo, a forma brutal que ordenhava minhas veias sentimentais. Era tudo muito confuso.

Sem querer ser Thomaz Mann, pude de uma maneira menos peculiar, entender o que Gustav Von Aschenbach sentiu em seu romance: Morte Em Veneza, dignamente filmado depois. Thomaz enclausurou sua homossexualidade cansando-se e ainda tendo seis filhos. E alguns especialistas dizem que, em Morte Veneza, Thomaz catarseou os tais sentimentos de sua dúbia sexualidade. Assim, talvez, tenha sido comigo e este garoto. Não passamos da platônica mais íntima, menos fugas e feroz.

Eu estava envolvido naquela juventude, queria prendê-lo a mim e não queria livrá-lo de forma alguma. Jamais o entenderei, jamais vou entender o que ele buscou em mim. Mas o contrário de Gustav Von Aschenbach, não permitirei que peste alguma me leve para outras terras, não livrarei nenhuma culpa de meu pobre Tadzio abrasileirado, mas tenha certeza que serei muito mais forte e eficaz do que Thomaz tenha sido no século XX, afinal, em meados de 1900 não devia ser nada moral e fácil assumir sentimentos que àquela altura todos viam como sentimentos torpes e demoníacos.

Recomendo que todos façam como eu: leiam e assistam “Morte em Veneza”, é bárbaro!

By Vieira Gama

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

No início dos anos 2000 eu era freqüentador assíduo da boate Salvation, cito bem ali nas imediações do Largo do Arouche. Muitas foram às histórias que eu e meus amigos vivemos lá. Todo domingo era um frisson, uma coqueluche aquela boate. E muito inspirado nessa vivência, às cenas abaixo foram escritas e fazem parte de toda uma bagagem emocional.

Salvation é um seriado que tem 24 episódios em sua primeira temporada dividida em duas fases. Nesta fase aqui, Jean, nosso protagonista, é muito chato pra falar a verdade, é uma pessoa totalmente fraca e com uma personalidade adestrada. Mas ao longo de nossa história ele vai ser multifacetado e grande será sua transformação.

É indizível o prazer de escrever essa estória, esses personagens lindos, totalmente humanos, cheios de bondade no coração. Sou apaixonado por esse quarteto Salvation.

Só pra vocês relembrarem, Pacheco de 35 anos é um homem alegre de bem com a vida, Eric tem 22 anos e está naquele momento de descobrir as grandes emoções e Jean na casa dos 40 perdeu a mãe recentemente após dedicar a ela 20 anos de sua vida se vê obrigado a recomeçar.

CENA 16/ FRENTE BOATE SALVATION/ EXTERIOR/ NOITE

Uma concentração de pessoas frenéticas na porta da boate. Entre elas: gays, lésbicas, drag queens e trangêneros. É importante ressaltar que entre os presentes há uma concentração boa de heterossexuais. Todos estão felizes. Vemos na fila: Eric totalmente animado, acompanhado de Pacheco igualmente feliz e Jean mais assustado do que feliz.

JEAN – (T) Gente, vocês têm certeza que estou de acordo pro ambiente?

ERIC – (Debochando) Claro que está, meu amigo! Você não sabia? No meio da balada, a música cessa e todos fazem uma oração aos pobres necessitados... (Pra si) Quando chamamos a bicha pra vir pra Salvation ela pensou que estava vindo pra uma casa religiosa.

Pacheco e Eric não agüentam e caem na risada. Jean já constrangido, não gosta da brincadeira.

JEAN – (sem jeito) Sem graças! Se soubesse que iriam debochar da minha cara não teria vindo mesmo! Que gosto tem! Quer saber, faz muito tempo que não sei o que é uma boate, o que rola aí dentro!

ERIC – (Acena pra uma mulher de idade que vende bebida na fila) Já te falei, meu amigo, aí dentro rola oração, daquelas bem fervorosas! (Pra senhora) Me vê um bombeirinho!

PACHECO – Você tem que relaxar, Jean! Assim sua noite não vai acontecer! Tem um monte de garotos ali dentro prontos te querendo. Quando você romper por aquela porta de entrada a Babilônia toda se renderá aos seus pés...!

JEAN – (olha para o povo da fila que se beijam, gritam, se divertem) Babilônia... Sei...

ERIC – (Tomando o bombeirinho, se irrita) Mas que diabos, meu Deus! Jean! De onde você saiu, heim!? Você existe, é daqui?

JEAN – (Se recolhe) Desculpa, gente... vou tentar relaxar!

PACHECO – Também não precisa se sentir culpado! Todos nós fomos virgens um dia... (Pacheco e Eric dão risada)

Jean na fila pensativo.

CORTA PARA:

CENA 17/ BOATE SALVATION/ INTERIOR/ NOITE

SALVATION É UMA BOATE ULTRA-MEGA-MODERNA. COM GAIOLAS E DANÇARINAS DENTRO DELAS DÁ UM CLIMA MEDIEVAL. HÁ UM PALCO GRANDE E UMAS ESCADARIAS QUE LEVAM PARA O MEZANINO. TODAS AS DEPENDÊNCIAS DA BOATE ESTARÃO REPLETAS DE PESSOAS.

Abrimos nas pessoas dançando uma música tribal house qualquer. Boate cheia, gente bonita e, claro, gente muito estranha também. EXPLORAR UM TEMPO.

Pacheco, Eric e Jean entrando na boate.

ERIC – (Frenético) Isso aqui ta uma loucura hoje!

PACHECO – (Mesma animação) É mesmo...! Essa boate está incrível! (grita) Quanto boy, quanta gente bonita!

JEAN – (Percebendo que um menino super fashion olha para sua roupa mal trajada, se faz de moderninho – Dá um gritinho) Huuuuu! Ta maravilhosa a casa!

Mecanicamente Pacheco e Eric olham para Jean e depois se entreolham espantados.

ERIC – (Acha estranho) Tudo bem, Jean?

JEAN – (Disfarça) Tudo sim... (T) Tudo maravilhoso, tudo feliz! Estou vivendo minha noite mais incrível depois de muitos anos trancafiado naquele apartamento!

ERIC – Mas vai com calma, viu! A noite ta apenas começando a gente ainda vai se divertir muito!

O menino Fashion comenta entre os amigos dele alguma coisa que todos dão risada olhando para Jean. Eric pegou no flagrante, quando vê que Jean perde a empolgação e fica intimidado.

ERIC – (T) Hei...! Não deixa que isso te derrube! É apenas a lição número um.

PACHECO – (T) O que aconteceu, gente? Perdi alguma coisa, que caras são essas?

ERIC – (Apontando para a turminha fashionista) Aqueles ali estavam rindo do Jean.../

JEAN – (Com medo de uma confusão maior) Pára, gente! Ta tudo bem. Acho que não foi nem comigo...

ERIC – (T) Claro que foi! Conheço essa raça! Não tem pão com ovo pra comer em casa e chega na boate se sentindo!

JEAN – (T) Já falei, gente, ta tudo bem. De repente não foi nem comigo. (Descontração de nervosismo) Afinal não estou tão mal vestido assim, dá pro gasto!

ERIC – (T) Olha a colega feia chegando ai...!

Neste momento começa a música RELAX de Frankie Goes e a boate toda vibra com a introdução da música.

PACHECO – (Ameaçador) Tá tudo bem não, Jean! Deixa comigo! A coisa vai esquentar é agora!

ANTENÇÃO EDIÇÃO! Nesse momento a cena segue como se fosse um clipe musical, combinando com a música RELAX que vai tomando conta da boate.

Todos vibram com a música. Pacheco começa um compasso sexual. Eric se empolga em ver o amigo.

ERIC – (Empolgado) Esse é meu amigo aquariano! Ela vai tombar com a cara das bichas!

JEAN – (assustado) O que o Pacheco vai fazer, eles vão brigar?

ERIC – (T) Melhor do que isso! Ele vai humilhar uma por uma!

Nessas alturas Pacheco já está no meio da pista tirando sua camisa. Vai abrindo uma roda de pessoas em volta dele. Tudo é perfeito, a música, as expressões de Pacheco, os meninos musculosos que vão dançando em sua volta literalmente hipnotizados.

EXPLORAR

VEMOS NO PALCO FAZENDO SUA APRESENTAÇÃO A GOGO DRAG ROBERTY MOON ENTRE OUTRAS DRAGS DA SÃO PAULO ESPALHADAS PELO AMBIENTE . (AQUI SERÁ UMA HOMENAGEM A TODAS QUE FAZEM A NOITE PAULISTANA)

A CAMERA girando em torno de Pacheco que tira um menino pra dançar com ele. ATENÇÃO! É O MENINO MAIS BONITO DALI.

JEAN – Ele é louco! Eu nunca teria essa coragem!

ERIC – (Como se admirasse uma diva) Não, Jean, ele não é louco. Ele é incrível!

Pacheco vai dominando mais e mais a pista. Ali ninguém mais brilha a não ser ele. Ganhando fãs nesse momento, as pessoas o aplaudem, gritam, o dj aumenta mais a música, a CAMERA vai girando em torno dele, as luzes da boate se rendem a Pacheco que já dominou tudo neste momento. EXPLORAR.

O menino lindo que dança com Pacheco o pega pela cintura começando um ritual mais sensual ainda. Eric e Jean quase explodem na vibração. Pacheco e o menino vão se olhando mais e mais, o menino alisando seu corpo sem camisa revelando uma silhueta impecável pra idade de Pacheco. O frenesi vai aumentando, o clipe ficando perfeito, muitos jogos de CAMERA, luzes, tudo muito lindo.

ATÉ QUE POUCO ANTES DE ACABAR A MÚSICA, PRA FECHAR NOSSA CENA COM CHAVE DE OURO, BEM EM ESTILO DE CLIPE MUSICAL, O MENINO BONITO DARÁ UM BEIJO EM PACHECO NO MEIO DA MULTIDÃO, FAZENDO A BOATE TODA GRITAR, INCLUSIVE ERIC E JEAN QUE EXPLODEM DE EUFORIA. AFINAL, OS MENINOS QUE RIAM DE JEAN NO INÍCIO AGORA ESTÃO RECALDADOS OLHANDO FEIO, RENDIDOS À MAGICA QUE SE FEZ ALI. E PRA ENCERRAR A CENA, FECHAMOS NO BEIJO DE PACHECO E O MENINO.

Nesse clima, sem interromper a música CORTA PARA O

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SEGUNDO INTERVALO COMERCIAL

Agora assista ao clipe abaixo e me diga o que acham dessa babilônia, assim será nossa Salvation.

Frankie Góes/ Relax

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

AINDA BEM QUE NÃO ESTOU PRONTO.

Meus amigos, eu gosto de escrever há muito tempo, pra falar a verdade, eu escrevo desde os 16 anos, ou seja, lá se vão logos 15 anos. Muito tempo. E mesmo sendo há muitos anos que exerço essa função, ainda não a exerço com excelência. Ainda bem, viu. Todos os dias eu aprendo algo novo, uma técnica nova, uma possibilidade nova. Todos os dias eu estudo e é essencial que o faça. A Língua Portuguesa é uma Língua dificílima e a cada dia aprendo algo novo sobre ela, uma manobra que até então não sabia.

O contrário de mim se vê que muitos por aí já nascem prontos. Até parece. Falam com uma propriedade de certos assuntos que parecem suprassumos do autoconhecimento. Mas comigo não. Ainda bem que a cada tema que abordo, quero discutir, eu tenho que estudar muito, pesquisar a respeito pra não fazer certas besteiras que vejo ai fora, gente trabalhando com a recópia – pois eu nunca copiei – assinando textos que não me pertence. Eu tenho vergonha de copiar e, sem medo, eu me auto-intitulo autor, eu escrevo sem medo, crio e posso muito bem me gabaritar de tal feito. Já os demais... se por ventura as teclas “Ctrl C” e “Ctrl V” perderem as funções não sairão do começo do nada.

Como vi no orkut de alguém, “falar de mim é fácil”, quero mesmo ver “ser eu” o que é difícil. Quem fala o que não deve é obrigado a ler esse texto aqui. Minha competência eu crio! Pode me roubar quantas idéias quiserem, as minhas fontes são inesgotáveis. Cansei de falar isso por aqui.

Por que eu resolvi falar sobre isso hoje? Ontem alguém me disse “Danonne, você é muito inteligente”, dali pensando alguns segundos eu pude constatar que nada sou além de um eterno aluno, meu prazer está no desafio, no estudar diariamente e jamais quero ter esse título “de arado da inteligência”, os arados chegaram ao limite, não vão expandir pra lado algum. Eu não. Eu quero crescer, sempre quero saber mais, poder mais, galgar mais e sem medo de dizer que ainda abro livros e dicionários, que estudo regência antes de vir aqui e lhes traçar estas más e tortuosas linhas. Né, não, zé-ruela?! Diga-me o que acham disso? Copiar é fácil, quero ver ser autor.

By Vieira Gama

AGORA PRA ALEGRAR A QUINTA-FEIRA DE VOCÊS, DEIXAREI UMA MÚSICA, ALIÁS, ATÉ AGORA A ÚNICA QUE GOSTO DO JUSTIN BIEBER “ONE TIME”. EU SAIO NA MAIOR LOUCURA DANÇANDO. “ADORO A PARTE QUE ELE FALA SOBRE AS BORBOLETAS DO ESTÔMAGO DELE”, AI, AI...

Justin Bieber/ ONE TIME

















Todos por uma política sem photoshop! Diga não às recauchutagens parlamentares!




OS INELEGÍVEIS.


Antes de qualquer coisa, no dia 03 de outubro, meu voto será de Dilma Roussef que com certeza será a primeira presidenta eleita no Brasil. Para Deputado Estadual entregarei meu volto para Simão Pedro e Deputado Federal mais uma vez entrego para o Aldo Rebelo. Para Senadores da República – uma vez que São Paulo elege dois ­–, com muito orgulho, vou ajudar eleger Marta Suplicy e, a contra gosto, Netinho de Paula. Por que a contra gosto, o Netinho? Não vejo nenhuma competência em Netinho pra tal feito e pela lógica da política e não atrapalhar o trabalho de Marta, não faz sentido colocar um outro Senador de partido oposto já que nenhum é coligado ao PT. Para Governador, infelizmente, vou anular, pois me nego a voltar em Mercadante, muito menos em Geraldo.

Que a verdade seja dita, tanto no PSDB quanto no PT estamos ficando sem opções de voto, uma vez que todos comem no mesmo prato e muito já foram envolvidos em escândalos inenarráveis. Bom mesmo seria que a lei da ficha limpa fizesse se valer e estes fossem varridos da política.

Voltando ao foco principal, o que me traz aqui não é isso, quero falar do Debate para Presidenciáveis que a redetv apresentou no último domingo. Sinceramente, eu tive vergonha desse cenário político. Tive vergonha de ver um Arlequim da comédia Del’arte como Plínio de Arruda Sampaio, que acreditava vorazmente que estava num palco italiano fazendo uma grande encenação cômica. Tive vergonha de Marina Silva que - apesar de tudo é uma pessoa respeitável, pena que antes comera no PT e, numa atitude recalcada, vomita no prato que já bebeu, ou seja, faz-se de limpa e outrora refestelara no churrasquinho do Lula. Tive vergonha do José Serra que fez um projeto antiAIDS maravilhoso, mas infelizmente se comporta como um garoto mimado, que mal soubera terminar seus mandatos anteriores: os de prefeito da Capital Paulista e o de Governador do Estado.

O que se espera dessa CENA política catastrófica? Certo que o Governo Lula não tenha sido o melhor da história, pois não houve este ainda, sei que podemos colocá-lo com o “menos ruim” da arte política brasileira. Entre trazer aquela inserção social que o PSDB alimenta e alimentou de meados de 92 à 2002 – ou vocês não se lembram que o sucessor do Collor foi nada menos que Jose Sarney­ –, vou optar pelos emergentes da política, eles pelo menos trazem um pouco mais de graça, bem o contrário da graça de Plínio que a meu ver é mais sem graça que piada americana. E pra fechar com Chave de Ouro, o PSDB quer me passar um atestado de burrice dizendo que a Dilma vai trazer o José Dirceu Borboleta da máfia dos mensalões de volta ao seu governo, então o que dizer de José Sarney nos tempos do Collor, não menos que PSDB?

Pois, em verdade vos digo, de Josés na política brasileira, sejam eles Dirceu, Serra, Sarney nós estamos fartos! Que venham as Marias!

By Vieira Gama

MINHAS DESCIDAS AO INFERNO...

Todos nós em algum momento da vida temos quedas, descemos ao mais popular dos títulos: a vala comum. Como naquelas histórias de novela – a mocinha rica desumanizada que não quer saber de amor – era eu, mais como num castigo, fui obrigado a conhecer o lado amargo da vida. Tinha dinheiro, tinha amores, tinha baladas, tinha, e tinha, e tinha... tudo eu tinha, o que não tinha estava comprando. Só que não mais que de repente tudo muda e eu me vejo sem nada, sem amores, sem as baladas, sem os “meus tinha”, mas com alguns amigos que não abro mão deles, já que na vida temos que tê-los, e esse tipo de amigo atravessa qualquer deserto com você, e graças a Deus os tenho.

Só resolvi contar essa história aqui porque ela já passou, agora é uma outra realidade, me recupero às duras penas do que perdi, mas volto com uma bagagem enorme de vida, daquela capaz de carimbar meu passaporte pra qualquer guerra livre e salvo de todo um resvalar. O contrário do que alguns dizem, sem tarimba alguma, não me achava pernóstico, muito menos arrogante. Nunca fui arrogante por ter dinheiro, mas sempre fui por defender minhas opiniões e com isso alguns transferiam minha arrogância para o lado ruim, o pior deles, o da arrogância financeira.

O problema não é ter dinheiro, problema é não poder desabafar seus pensamentos, pois sempre há um “dodóizinho” que acha que você o quer menosprezar. Cansei, desisti disso... Não vou opinar mais sobre ninguém perto de mim, mesmo que esteja recheado de opinião. As pessoas não estão preparadas pra entender a diferença da opinião e do ódio. O fato de não aprovar uma atitude, não gostar do caráter de uma pessoa isso não quer dizer que a odeie.

E por conta disso, taxaram-me de arrogante muitas vezes. Mas quer saber? Nem ligo! Da mesma forma que não opino mais sobre as pessoas, não me questionem por não me importar com o que se pensa a meu respeito.

E sob a batuta dessas lições eu vou seguindo e aprendendo cada dia mais. É mais que fundamental, já disse isso outras vezes, “não se importe” com o conceito que as pessoas têm de você. São conceitos, o próprio nome já diz, por mais que faça para mudá-los, sempre será um “conceito na terceira pessoa”, sem nenhuma ótica subjetiva. Não abrace do mundo as responsabilidades que são só dele, não cabe a nós se importar com o que vão ou não dizer a nosso respeito, é sempre torpe a definição final disso.

Bom, vamos parar com esse papo, está ficando cabeça demais. Resumido tudo sem querer ser terrivelmente católico, como também disse em outros textos que escrevi, as vezes que estive ao inferno foram sim terríveis, mas todas – de modo algum – me derrubaram e, sim, serviram para mostrar-me como nunca visto antes: uma pessoa que nunca se abate e nunca se deixa vencer, por mais dolorida que seja a queda.

Pode ser que esteja no inferno novamente um dia, mas se assim estiver, tenha certeza, estarei muito mais experiente do que a primeira vez que encarei o diabo.

By Vieira Gama

terça-feira, 14 de setembro de 2010

COISAS DE UMA BICHA FASHION...

Meus amores, hoje tinha um monte de coisa pra colocar aqui o que não aconteceu evidentemente, mas tenho um bom motivo pra me justificar. Pra começar, meu amigo esteve aqui em casa e nos prendemos no papo de futrica, muita gente pra falar mal, muita vida alheia pra ser comentada. Depois ando envolvido em estudos nos últimos dias, tenho estudado como um mouro, e isso me toma muito tempo. Depois tive mais um capítulo pra escrever e melhorar também, por fim, estava exausto e sem a menor condição atualizar o blog como queria a principio.

Hoje, se não chegar morto dos meus compromissos da tarde, devo atualizar tudinho nos seus devidos lugares.

Vou falar sobre o Debate para Presidenciáveis que assisti pela redetv (antemão uma grande palhaçada), quero comentar algo sobre mim e alguns projetos que vêm ganhando corpo. Mas isso depois, pois agora são 4:40 da manhã e não dormi pra quem tem que acordar às dez da manhã lindamente. Até mais tarde, meus amores. E VAMOS BOMBAR NOS COMENTÁRIOS, SEI QUE VOCÊS PODEM POLEMIZAR MUITO MAIS.

EM TEMPO!: Quero compartilhar com vocês minha grande alegria, meu amor – este da foto abaixo – acaba de ganhar mais uma medalha no mundial da Tunísia e agora ocupa o 9º lugar no ranking mundial. Não é o máximo!? Há mais de dois anos que ele não sai do meu coração e alegra meus pensamentos também. Que delícia de pessoa...!







By Vieira Gama