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segunda-feira, 18 de abril de 2011

UM MOMENTO DE FELICIDADE!

SOU FELIZ POR TER TIDO VOCÊ

E foi mesmo tudo muito bonito o que aconteceu entre mim e o Juan, que não convém dizer aqui maiores detalhes sobre o nome dele. Foi muito tempo de espera pra, até que enfim a gente se entregou como crianças ao que há muito tempo queríamos juntos: o sexo. Foi mais que sexo, foi mais que vontade carnal, foi um momento que por algumas horas o tempo parou pra nós. Nesse gigantesco Planeta não havia mais ninguém como testemunha, apenas eu e ele abraçados e vivendo quase um ano de espera.

Eu podia lamentar o fato da gente não poder ficar juntos, mas o que aconteceu entre a gente foi tão mais importante que prefiro me apegar a essas coisas, a sentimentos mais bonitos. “Você me deu o que há tempo sentia falta de ter, cabe a nós saber, mas que através de um único olhar você soube traduzir em atos o que eu queria”. Foi lindo! Foi perfeito! Fomos felizes! Houve uma hora que a gente se abraçava tanto, se apertava tanto como se não quiséssemos que aquilo tudo acabaçasse, como se ao ir embora, ele e eu não tivéssemos outra chance, outro momento. Tivemos sim, mais um pra falar a verdade. E foi ainda mais perfeito que o primeiro, ainda mais aconchegante. E são estes dois momentos que vou guardar na minha galeria de situações vividas... A hora que ele me segurava pelo cabelo, olhando pra mim e por alguns segundos ficou ali olhando. Não sei dizer o que ele estava pensando, nem passa pela minha cabeça. Apenas senti que era algo de bom, pois a energia que emanava dele era linda, equilibrada, calma, muito boa, e eu só quis deitar sobre o peito dele e ficar quietinho.

Falar dele é chover no molhado pra mim. Apesar de ele ter sido tudo isso pra mim, não me escondeu que não se separaria da mulher e, pelo visto, não vai deixar de ter seus rolos por aí a fora. Então nossa história de um ano de espera ficou em dois momentos de entrega que tivemos e que vão ficar pra sempre, que vão me trazer um sorriso no canto da boca sempre que eu me lembrar dele. “Um menino de 22 anos, com cara de homem, com um sorriso lindo, um pouco mais baixo que eu e de pernas lindas, levemente tortas como as do grande jogador Garrincha tinha, que ele certamente não tem idade pra se lembrar.

Continuarei perto dele, o evitando, até porque não quero sofrer com o “estar perto dos olhos, mas longe do coração”, quero apenas dar seqüência aos meus projetos e brilhar cada vez mais! Depois de sorver toda a dor de uma separação, que pra mim a relação, embora confusa, me fizera muito bem, estou aqui a todo vapor a continuar meus projetos. E aos que pensavam que fosse ficar a chorar escorregando pela porta, pasmem, meus queridos, eu lhes digo apenas uma coisa: eu sei que eu sou bonita e gostosa! e os demais que chorem com a minha superação!

Vieira Gama

Deixarei esta música abaixo pra que todos ouçam com atenção, ela é linda!

I Get Weak


Eu Me Sinto Fraca

Quando estou com você

Eu tremo por dentro

Meu coração está todo enroscado

Minha língua está ligada é uma loucura

Não consigo andar, não consigo falar, não consigo comer, não consigo dormir

Ah, eu estou apaixonada, oh e eu estou no fundo por tua causa baby

Com um beijo pode despir minhas defesas

Com um toque eu perco completamente o controle

Até que tudo o que reste da minha força é uma lembrança, ai ...

Eu me sinto fraca, quando eu olho para você

Fraca quando nos tocamos

Eu não consigo falar quando olho em seus olhos

Eu me sinto fraca quando você está ao meu lado

Fraca por este amor

Eu não consigo falar quando olho em seus olhos

Eu me sinto fraca

Olhos convincentes, lábios persuasivos

O coração indefeso apenas não consegue resistir a seu poder

Você sabe que tem um poder sobre mim

Você sabe que me tem onde eu quero amante

Como uma onda que você pega me puxando para baixo

Como eu sempre saio dessa eu não sei

Eu apenas sei que não há maneira de lutar com isso, ah

Eu me sinto fraca, quando eu olho para você

Fraca quando nos tocamos

Eu não consigo falar quando olho em seus olhos

Eu me sinto fraca quando você está ao meu lado

Fraca por este amor

Eu estou no fundo quando olho em seus olhos

Eu me sinto fraca, eu me sinto fraca, eu me sinto fraca

Apenas um beijo seu pode despir minhas defesas

Apenas um toque e eu perco totalmente o controle

Até que tudo que reste da minha força seja uma lembrança, ai

Eu me sinto fraca quando olho pra você

Fraca quando nos tocamos

Eu não consigo falar quando olho em seus olhos

Eu me sinto fraca quando você está ao meu lado

Fraca por este amor

Eu estou no fundo quando olho em seus olhos

Eu me sinto fraca, eu me sinto fraca, eu me sinto fraca


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ai, ai...

NADA COM NADA

Depois de horas ininterruptas “matando o carrasco”, vim aqui prosear um pouco. Ando meio relapso com o meu blog. Foda-se! Se tem alguém que lê o que posto por aqui, o importante é postar, não é mesmo? Desculpe qualquer falha por essas más traçadas linhas, mas acontece que estou redigindo este texto neste exato momento no mais absoluto breu. A única claridade em meu quarto e a luz do monitor e a fumaça de cigarro que dança entre ela.

Estou tendo dias de mais absoluta indecisão. Ainda não estou muito certo das decisões que tomarei para os próximos dias. E quando isso acontece tira o meu sono mais aterrador.

Do som que vem do computador, uma dessas músicas dançantes que tocam na vibe hitz, que foi pauta da nossa discussão de equipe esta semana. Uns querem que a música continue e outros preferem que ela saia. E aqui a divagar, a divagar sem muito saber dos próximos dias. Uma tremenda bosta!

Será que vamos ser mesmo devorados pelos call centers da vida? Será que a todo o momento terá alguém que nos ligará nos ofertando algo que certamente não vamos querer? Por que eles insistem tanto... Ora bolas. Como se não soubesse a razão que rola por trás de tudo isso.

Eu queria ter uma vida de rei. Vida essa que não tivesse que acordar cedo pra trabalhar e pudesse ficar à frente do computador estudando e a escrever o tempo todo. Mas esta vida de rei que eu tanto sonho ainda está muito longe de acontecer. O jeito é não dar ouvidos às vozes que vêm de dentro de mim e pedem pra eu correr nu pelas ruas. Pois se ouvi-las estarei perdido. Tomarei um rumo que é mais certo do que divagar, é dizer que dele não voltarei para contar como é esse estado de solidão ininterrupta.

Melhor do que falar nada com nada, agora é ir dormir. Mas se caso volte por aqui, que eu bem sei que essa safada a cá esteve, receba esse meu beijo glamuroso, Dona Silvia fucinho de porco. Está com raivinha de mim, né? Ah, gata, sinto muito! Venha me pegar criança e a gente resolve...

sábado, 8 de janeiro de 2011

MEU CU PRA QUEM NÃO ENTENDER!

VAMOS PRA CIMA, PURPURINADAS!!!!!

Sem medo de ser feliz estou colocando todo meu lado “parou, viado” pra fora! Há muitos anos que vinha matando a grande bicha que havia dentro do meu ser. Como se lembrasse os velhos tempos de Camila Toc-Toc, drag esta que euzinha aqui que vos fala dava vida, estou a reviver tudo que é de bom na vida. A vida é muito mais feliz quando se vê tudo à sua frente de forma colorida. Assim tenho feito meus dias, um colorido total.

Que saudade eu tinha dos grandes clubes, das modinhas daquela época. Quando uma bicha menos abastada rasgava suas roupas e ia lindamente pra night no maior fashionismo e sem medo de ser feliz. Não sei se estes tempos voltarão, mas estou a fazer o meu novo tempo. Assim como minha querida drag do Recife Thanya Tumulto. Ela causa o tumulto lá e eu causando o tumulto daqui. Chega de hipocrisia, minha gente! Eu me banco e sou feliz assim! Não estou nem aí para os que pensam que seres como eu são apenas passivos. Estou à frente desse tempo. Meu lado sexual é livre de rótulos. Faço aquilo que me der na telha, sem me importar se eu ou ele começa primeiro no ato a dois.

O novo Sílmar, vulgo Vieira Gama, tem causado espantos. Alguns estão saindo pela tangente com medo da minha árdua sinceridade. Nem ligo. Eu pensei muito pra tomar tais atitudes na minha vida. Assim como todas que tomamos, sei bem que estas teriam um preço. E estou a pagá-lo feliz da vida!

Bani do meu dia-a-dia todo e qualquer tipo de hipocrisia. Juntei-me aos maus e estou pronto pra fazer a maior anarquia. Como já dito outras vezes: o politicamente correto não faz mais parte do meu momento atual. Os que não são amigos de verdade se afastam, mas os que te conhecem de verdade ficam felizes com nossas escolhas. Sou do cabaré, sou da vida, entreguei-me à zona e aos prostitutos de alma estou indo eu! Estou bem e feliz! Não me canso de falar isso! Pra que chorou muito tempo na vida, sorrir é a maior dádiva!

Se preparem, purpurinadas! Eu vou causaaaaaaaaaaaaaaarrrrr!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A dignidade dos sábios.

A GUERRA DO PESO


Não estou infeliz com o peso que estou. Afinal, venho – hoje – descobrindo alguns deliciosos prazeres de se estar acima do peso. Tem gente que gosta e pude experimentar as “deliciais” mais indizíveis aos olhos de quem vê. Mas pra mim é algo que não rola, não gosto de me sentir tomando espaço, principalmente, que agora tenho problemas com a pressão arterial.

No mês passado eu conheci uma delícia de senhora, a dona Ana Rosa, mãe da amiga da Daniela, Elaine, agora também minha amiga. A senhora que está na foto ao lado comigo. Minha gente, esta delícia de senhora me apresentou a sua especialidade: uma farofa seca de dar água na boca e nos fazer comer rezando. Claro, como estava conhecendo eles naquele momento, aniversário da Elaine, me contive em não cometer o pecado da gula. Provei duas porções modestas, o que me arrependo até hoje por não ter comido mais.

Dona Ana Rosa é uma senhora peculiar, tem uma história de vida linda, matriarca também de uma família unida, o que enche os olhos de qualquer um de fora que os veja. Ali, comigo e Daniela enquanto fumávamos, ela foi nos contando sua história de vida diante dos nossos olhos que enchiam de curiosidade em saber mais sobre ela. Filha de um pai extremamente sábio, dona Ana Rosa, herdou e com isso também adquiriu uma lição de vida que qualquer moribundo dono da verdade devia experimentar. Ela é como seu pai, uma pessoa sábia. A forma como a mesma enxerga a vida é muito otimista, faz com que entendemos que a vida é muito mais bela nas coisas simples, nos detalhes que compõe a grande obra. É verdade quando eu digo que adorei conhecer dona Ana Rosa, a Elaine e toda sua família.

Mas como dito lá no início do texto, estar acima do peso pra mim não é bom, muito menos saudável. Todos os anos, principalmente, no início do ano é normal da gente vir com aquela estória de emagrecer, fazer dieta, parar de fumar... Tudo isso faz parte do protocolo de final de ano. Justamente pra evitar isso, mudei as normas, e comecei a dieta antes do natal. O que milagrosamente nessa época do ano que todos engordam eu posso dizer o meu orgulho de ter perdido 5 quilos. Ah, gente... Entrarei o ano com 5 quilos a menos. Não é o máximo?

Não posso afirmar agora que vou ganhar essa Guerra, é muito cedo pra isso. Mas posso dizer que vou com todas as forças galgando cada vez mais quilos perdidos. Comecei academia e espero que isso contribua no processo final.

Deixo claro que estou fazendo isso pra melhorar minha vida, meu estado de espírito, e não aquela bobagem que muitos querem ao emagrecer: exibir um belo corpinho na boate de depois suar no “quartinho escuro”. Emagrecer é muito difícil na minha idade, mas tenho eu a agradecer de ter o organismo que tenho. Mesmo que ele engorde em demasia, eu também consigo perder peso sem sofrer. Claro que tenho que fazer exercícios físicos, mas digo fazer de verdade, sem aquele sofrimento de quem não gosta de fazer e só o faz porque tem que desesperadamente emagrecer. Esse tipo de pensamento só veta o processo de perda calórica. Quanto mais desencanado, menos abitolado, mais sucesso se tem no processo de perda. E assim vou indo e cantando feliz pela estrada a fora.

Tenho certeza que em breve vou ter mais boas notícias pra contar. Estou feliz com isso, tenho certeza que a primeira batalha da guerra já foi vencida. Agora é não desanimar e continuar o processo. Assim como todos os outros processos que tenho para 2011, o ano da renovação na minha vida.



A ÚLTIMA ESTAÇÃO


É verdade quando meus amigos dizem que não tenho mais fôlego pra certas desbravuras que cometia tempos atrás. Lembro-me perfeitamente, aos meus 20 e poucos anos, que saía noites e noites ininterruptas e nada comigo acontecia. Hoje é diferente. Não sou ninguém sem minhas 8 horas de sono. Isso. Antes eu dormia 4 horas e passava 20 horas acordado. Hoje não, tenho que dormir o sono dos justos. Quando falo aos meus amigos “as delicias e os dissabores” de ter mais de 30 anos, alguns logo pensam de forma pessimista que estou parando a vida e deixando o barco correr à revelia. Isso não é uma verdade. Chega um momento da vida que a gente descobre um novo ritmo, um novo full time que é preciso respeitá-lo para evitarmos problemas mais sérios.

É o que tenho feito: respeitado meu novo tempo, minhas novas horas. O momento onde o relógio corre mais rápido, porém, o organismo passa a viver numa pasmaceira. Depois dos 25 anos começamos a perder células, elas vão morrendo pouco a pouco e se regenerando em menor velocidade, e com isso a velhice se desenvolve. Quando mais velho, menos renovação de células e mais morte delas. Assim é o ciclo biológico da vida. Não há como fugir dele. “Ah, sim, podemos melhorar a qualidade da idade e a brutalidade de que se envelhece, mas a velhice... essa é implacável e vem sem medo depois de certa idade”.

Podemos fazer academia, pilates, yoga, inúmeras coisas a fim de evitar a catástrofe. A onda pode chegar fraca à orla, mas chega sem dúvida. E assim vou fazendo para evitar a onda gravitacional.

Por que estou falando disso? Nas minhas últimas pesquisas, a quantidade de pessoas amedrontadas com o efeito da velhice é muito grande. Conheço gente que está, aos 40 anos, chorando com medo de morrer. Mesmo sabendo que nada adianta chorar, a morte é certa, ela chega uma hora. Como se o choro dos aflitos pudesse inverter a situação. As pessoas perdem tempo acreditando que este consolo, mais a piedade dos céus, podem mudar alguma rota mais trágica.

Não deve ser nada fácil pra quem chega aos 80 anos de idade e perceber que a palavra “limite” será sua maior parceira dali pra frente. Pois é à hora de procurar entender que é outro tempo, outro momento e o seu corpo – por mais que o cérebro continue a mil por hora – não corresponde mais as estatísticas. O contrário do que se imaginam, muitos velhos estão inteiros, mais lentos sim, mas cheios de gás vivendo o que a vida tem pra lhe oferecer. Assim deve ser. Afinal de contas, não há choro e nem vela numa fita amarela que mude o curso pro fim. Mas pode-se chegar ao fim com muita dignidade e sabedoria. Espero que a velhice seja a última estação da vida de todos. Somente aos que chegam nela terão vivido uma vida plena e cheia de estórias pra contar.

Vieira Gama

domingo, 26 de dezembro de 2010

SENTIU A PRESSÃO, GAROTO!

PRA SER HONESTO É NECESSÁRIO MANDAR TOMAR NO CU!

Nem venham me dizer que estou num período de complexidade e que muitos ao me olharem de fora jamais entenderão a importância de tudo que eu venho vivendo. Mas já falarei um pouco disso no poste abaixo. Agora o assunto é outra coisa e vamos comentar: a mais importante delas.

Primeiramente, que todos vocês a me julgarem, a ficar dissertando sobre meu comportamento, sobre minhas situações vão todos tomar no meio do vosso ânus! Isso mesmo! Abra-o, e dentro dele se sodomizem com o vosso dedo indicador!

“Ah, estou farto e cansado de uns e outros ficarem achando o que é melhor pra mim, o que eu devo ou não fazer. Tem gente que não sai de casa antes de dar uma pincelada na minha vida pessoal. Se ficassem restritos ao que posto e permito aqui pelo blog de vocês ficarem sabendo, tudo bem. Mas não! Tem gente que quer entrar feito um objeto fálico no meu rabo e, por dentro, descobrir o que sinto, o que quero e — principalmente — de quem amo ou talvez goste. Chega! Vai todo mundo se fuder!”

Não se assustem, meus queridos! A franqueza está apenas por começar. Se ficaram assustados com isso, em 2011, não sairão de dentro de suas casas escondidos embaixo da cama com medo da madame Satã aqui. Vou botar pra “fuder” em todo mundo. Vai ser uma delícia! Não pouparei nem o amigo mais querido se o mesmo invadir meu espaço. Agora é hora do respeito e alguns terão que aprender na marra. Não precisam me respeitar se não querem, mas saibam que estou mais afiado que faca guizu. Tá uma “dilícia” de cortar os mais enxeridos.

Muitos nem estão entendendo sobre isso. Isso se chegaram até aqui lendo. Vou ser mais claro. Eu sei que o mundo não nos respeita, que ninguém respeita ninguém e que ficar cobrando o tal é uma perda de tempo total. Mas pra não dizerem que sou mauzinho, logo digo que a resposta será sangrenta e brutal pra quem não respeitar o cordão de isolamento. Fica a dica, tá, tatás! Agora é a política do “bateu, levou”! Uns e outros só entendem essa língua.


JANTAR PARA A LIBERDADE

Hoje (25 de dezembro), depois de passar a ceia de natal com os meus familiares e os meus compadres Daniela Ferreira e Edson Campos, quis ficar num momento só pra mim, sem ter aqueles papos costumeiros de natal onde todos resolvem se unir na sala lembrando o passado. Aquelas velhas brincadeiras que mesmo com passar do tempo insistem em ficar marcadas na nossa pele; aquela história de terror que durante anos nos assombrou e muitas noites de sono que deixamos de ter por medo de que algo tenebroso acontecesse. Definitivamente, não estava pra isso. Não queria de maneira alguma me reunir pra lembrar estas coisas.

Foi quando, por volta das 20 horas, depois de arrumar meu computador com a praticidade do meu amigo Rodrigo Abravanell que me socorreu num acesso remoto, decidi sair pra jantar fora. Isso mesmo. Queria jantar fora, pensar em algumas coisas que não compartilho com ninguém e que somente eu tenho a chave desses segredos. São segredos meus, histórias minhas que as guardo na maior discrição e que vejo na hora de me livrar do adorno. De fato tem horas que certas coisas pesam e não tem outro jeito, temos que nos livrar delas.

Como neste ano que está prestes a terminar ‘matei literalmente o carrasco’, essas coisas que guardava não vão me servir pra nada. É necessário a limpeza e deixar a dispensa vazia pra uma nova vivência, o sentir de um novo sentimento, novos medos, novos anseios, novos grilos, novos amigos, renovação dos velhos amigos... Enfim tudo que movimenta a energia. A vida é feita de uma transformação constante. E é atrás dela que vou correr constantemente, concomitantemente sem deixar meus planos de lado. Não tenho metas, mas tenho inúmeros planos, e não são poucos, não.

Como já comentado em outros postes, a transformação, a liberação de medos e anseios que durante a vida fazemos questão de aglomerar a nos prejudicar, não é uma tarefa fácil. Ainda mais quando fazemos tudo sem ajuda de terapeutas pessoais, mas nos analisando e ouvindo palestras de um cara que descobri primordial para matar o meu carrasco.

Não adianta. Todos nós temos um carrasco e ele é o responsável por fechar muitas portas que deixamos de abrir por medo que ele nos submete. Falarei sobre isso numa outra oportunidade com mais tempo. Hoje só quero pincelar.

Fui jantar. Após tomei minha cerveja, uma vez que não gosto de tomá-la durante a refeição. Ali, em alguns e longos minutos pensei. E como pensei. Melhor que pensar, eu decidir por umfim em todos esses grilos. Os últimos que me faltavam e, após tomar minha cerveja, voltei pra casa feliz e saltitante. A vida é muito mais leve quando se deixa todo o peso pra trás.

E que venha 2011! Um ano que pode ser ainda melhor que 2010 que pra mim foi um ano muito significativo e repleto de realizações pessoais. Sem dúvida um ano que me deixará ótimas lembranças.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

PAULISTA - DA LIBERDADE AO CÁRCERE

PAULISTA – da liberdade ao cárcere.


Sim. Esta cena se deu na mais paulista de todas as avenidas: grupos de jovens homossexuais são atacados por jovens de classe média. Lendo assim logo pensamos em se tratar das páginas policiais dos jornais mais sangrentos de que tivemos notícia, ou se nos remetemos aos tempos da idade média, logo diríamos se tratar de uma atitude não menos aborígine, não é mesmo?

A história se repete incontavelmente e nada muda e pelos idos da carruagem não mudará tão cedo. Por algumas razões que, nós, do grupo gay (ou se achar melhor: sociedade gay), não fazemos nada para que mude.

Será que ninguém percebe que o papel de “coitadismo” está démodé e não convence nem aos de dentro, quiçá os de fora? O que eu quero dizer com tudo isso? Exatamente que raciocinar e pensar como um grupo desfavorecido, que não é o nosso caso, não nos levará a lugar algum. Há muito deixamos de ser minoria, e há muito somos uma classe economicamente elevada, pelos menos considerada. Então, por que nada é feito nesse sentido? O que leva centenas de gays assistirem "dois" apanhando na Vieira de Carvalho e nada se faz para evitar a tragédia?

Se você que lê esse texto está perdido diante de tantas interrogações, não se assuste. As interrogações nada mais são como respostas para os nossos próprios atos: o que estamos fazendo para melhorar ou mudar essa situação intolerante. O contrário do que se imagina, esperamos da impressa uma atitude que é nossa! Esperamos dos heterossexuais uma compreensão que muitos de nos – isso se lê a maioria – ainda não tem. Enquanto os homossexuais não se unirem, não pensarem como uma única cabeça não veremos a PL 122 aprovada, como outras tantas leis que viriam para saudar nossas necessidades.

Bom mesmo seria deixarmos de nos portar como coitadinhos, vítimas da intolerância, e mostrássemos ao mundo, às pessoas que somos mais a gente e que sabemos – de fato e inegavelmente – todos os direitos e deveres que nos assiste. Pra isso será necessário que todo o grupo cumpra com os seus deveres e não apenas fique à espera de uma ajuda que, pode até ser que venha – da imprensa, da sociedade heterossexual um dia – mas que pra isso seja necessário uma compreensão que às vezes pra vencer ao algoz é necessário bater no carrasco. Carrasco se entende nossa própria fraqueza: a incerteza que podemos crescer sem mendigar ajuda.

E para fecharmos com chave de ouro, falando do título desse texto: "Paulista – da liberdade ao cárcere". Entende-se que temos que fazer sentido para nossa Parada do Orgulho Gay, que há muito deixou de existir um sentido nela. Ninguém está interessado nos atos políticos que acontecem no meio dela, apenas se preocupa com os corpos e a quantidade de pessoas que se vai beijar. Se no dia que podemos mostrar o que somos, essa é a maior preocupação, entende-se também que passará 50 anos – e se nós não mudarmos por dentro – estaremos 50 anos à frente na posição de reivindicação e contamos cada vez mais nossos mortos. Vítimas de uma guerra que o próprio grupo faz questão de varrer para debaixo do tapete. Sendo assim, no palco da liberdade – A Av. Paulista – no cárcere de morte.


By Vieira Gama


terça-feira, 9 de novembro de 2010

É TEMPO DE SONHAR...!!!

QUERO ME MEXER NO PRÓXIMO ANO

Estou cheio de vontade para o próximo ano. O contrário de muitos que se jogam no trabalho após terem perdas incomparáveis, eu me coloquei em marasmo, prostrado à espera de uma atitude que só podia vir de mim mesmo. Em fevereiro, fará dois anos que perdi minha madrinha e, por conta disso, fiquei sem vontade de muita coisa. Mas deixo claro, não foi a morte de minha madrinha que me bloqueou. Eu venho de um processo de falência de algum tempo atrás, eu diria falência emocional, acredito que desde 2007 comecei minha queda que, em 2009, atingiu seu cume com o falecimento de minha madrinha. Minha mãe ficou muito abatida e eu tive que segurar a onda pra mantê-la em pé.

Mantendo sua onda em pé, acabei me esquecendo: perdi a vaidade, perdi o interesse sexual, perdi dinheiro, ganhei considerável peso, enfim, uma piora sem tamanho. E por qual razão estou falando tudo isso? Por que chegou a hora da virada, chegou à hora em que tenho que me salvar pra não morrer por dentro. E eu quero demais me salvar e tenho certeza que já comecei a fazer isso há algum tempo também.

Falar disso pra mim é muito difícil, não por vergonha, mas por me lembrar de pessoas que não me deixaram abandonar, morrer, como: a Daniela, Marcela, Nino, que estiveram ao meu lado o tempo todo. Cada um com sua importância: Daniela foi responsável pelo meu processo emocional; apresentou-me o Gasparetto e suas palestras e ambas me salvaram do colapso total; Marcela, fez todo o processo vaidoso, sempre me vendo, falando coisas acima do que eu merecia naquele momento e eu tinha plena consciência disso; e Nino foi meu “amigo equilíbrio”, tornando meus dias mais calmos. Com essa equipe toda só podia me levantar. E falar deles, escrever sobre a importância deles todos me emociona muito.

Sentir, dentro de mim a vontade de dar a volta por cima, também foi crucial. E tenho certeza que nesse momento, você que lê este texto pode viver um momento parecido ou conhecer alguém que viva. Sentir o emocional abalado não é coisa pra rico ou coisa pra pobre. Qualquer pessoa pode passar por isso. No passado eu tive Pânico e dessa vez não cheguei perto, mas, confesso, foi uma depressão indizível.

Agora é o momento, assumidamente, da virada, e daqui pra frente estarei agarrado à verdade. Foi necessário me abrir aqui, me dizer com verdade, pra que quando chegar o processo final todos entendam todo o processo. Embora, nós, seres humanos, nunca chegamos ao processo final, estamos sempre em processo. Estou melhorando muito. Me matriculei na academia, tenho saído às baladas, tenho falado com pessoas e estou amando incrivelmente a vida. Tudo isso é importante. Entender que o apego só nos sucumbe, coloca-nos pra baixo é fundamental. Achar que todos que morreram estão em cima de nossas cabeças nos julgando é mortal a nós mesmos. Faz com que deixemos de fazer coisas.

Nós estamos aqui de passagem. Alugamos este Planeta. Todos vão passar: nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos, e, claro, nós também. Temos que, crucialmente, nos desapegarmos disso tudo aqui, desse sentimento de posse, de pensar que somos donos da vida e que podemos movimentar as energias a nosso bel prazer.

Parei de viver em 2007. Parei de namorar, perdi um grande emprego por preconceito sexual, perdi amores, perdi, perdi, perdi e perdi... e pensando em perdas, fui me condicionando a perder, a entender que estava aqui pra isso somente: pra perder. Até que, num dia, não mais que de repente, Luiz Gasparetto disse: “A vida te trata como você se trata”. Entendendo isso, comecei, num processo de formiguinha, um processo de mentalização energética: mudando tudo que pensava até então, todo aquele sentimento derrotista. É sinais vão sendo dados o tempo todo, basta prestarmos atenção.

Aos poucos já estou cheio de projetos novamente. A volta ao teatro com um texto incrível, trabalho novo –humilde – mas que me abrirá muitas portas. Estou fazendo academia, estou paquerando novamente, e acredito que até um amor novo pode pintar em breve, por que não?

É verdade, minha gente, a vida te trata como você se trata. Se você se trata com sucesso, sucesso tem. Se você se trata com derrota, derrota terá. Demorei pra entender isso, mas aos poucos, vejo resultados incríveis! Estou a levar uma vida mais verdadeira, sem poses vazias, mas me bancando muito, me amando muito, acreditando muito em mim e no meu talento!

Apesar de falar dessas coisas tristes, dessas emoções todas: não tenham dúvidas, estou muito feliz, estou vivendo a fase mais plena da minha vida e, creio, que é apenas o começo de muitas fases boas que ainda vou viver!

Eu me amo como nunca me amei antes!

Continua num próximo poste...



QUASE UMA MOÇINHA, NÉ?


Outro dia, passeando pelo Facebook, me deparo com esta imagem ao lado. Achei-a engraçadíssima e a trouxe pra compartilhar com todos vocês, Justin Bieber, como nunca visto antes. Quase uma moçoila.