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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A dignidade dos sábios.

A GUERRA DO PESO


Não estou infeliz com o peso que estou. Afinal, venho – hoje – descobrindo alguns deliciosos prazeres de se estar acima do peso. Tem gente que gosta e pude experimentar as “deliciais” mais indizíveis aos olhos de quem vê. Mas pra mim é algo que não rola, não gosto de me sentir tomando espaço, principalmente, que agora tenho problemas com a pressão arterial.

No mês passado eu conheci uma delícia de senhora, a dona Ana Rosa, mãe da amiga da Daniela, Elaine, agora também minha amiga. A senhora que está na foto ao lado comigo. Minha gente, esta delícia de senhora me apresentou a sua especialidade: uma farofa seca de dar água na boca e nos fazer comer rezando. Claro, como estava conhecendo eles naquele momento, aniversário da Elaine, me contive em não cometer o pecado da gula. Provei duas porções modestas, o que me arrependo até hoje por não ter comido mais.

Dona Ana Rosa é uma senhora peculiar, tem uma história de vida linda, matriarca também de uma família unida, o que enche os olhos de qualquer um de fora que os veja. Ali, comigo e Daniela enquanto fumávamos, ela foi nos contando sua história de vida diante dos nossos olhos que enchiam de curiosidade em saber mais sobre ela. Filha de um pai extremamente sábio, dona Ana Rosa, herdou e com isso também adquiriu uma lição de vida que qualquer moribundo dono da verdade devia experimentar. Ela é como seu pai, uma pessoa sábia. A forma como a mesma enxerga a vida é muito otimista, faz com que entendemos que a vida é muito mais bela nas coisas simples, nos detalhes que compõe a grande obra. É verdade quando eu digo que adorei conhecer dona Ana Rosa, a Elaine e toda sua família.

Mas como dito lá no início do texto, estar acima do peso pra mim não é bom, muito menos saudável. Todos os anos, principalmente, no início do ano é normal da gente vir com aquela estória de emagrecer, fazer dieta, parar de fumar... Tudo isso faz parte do protocolo de final de ano. Justamente pra evitar isso, mudei as normas, e comecei a dieta antes do natal. O que milagrosamente nessa época do ano que todos engordam eu posso dizer o meu orgulho de ter perdido 5 quilos. Ah, gente... Entrarei o ano com 5 quilos a menos. Não é o máximo?

Não posso afirmar agora que vou ganhar essa Guerra, é muito cedo pra isso. Mas posso dizer que vou com todas as forças galgando cada vez mais quilos perdidos. Comecei academia e espero que isso contribua no processo final.

Deixo claro que estou fazendo isso pra melhorar minha vida, meu estado de espírito, e não aquela bobagem que muitos querem ao emagrecer: exibir um belo corpinho na boate de depois suar no “quartinho escuro”. Emagrecer é muito difícil na minha idade, mas tenho eu a agradecer de ter o organismo que tenho. Mesmo que ele engorde em demasia, eu também consigo perder peso sem sofrer. Claro que tenho que fazer exercícios físicos, mas digo fazer de verdade, sem aquele sofrimento de quem não gosta de fazer e só o faz porque tem que desesperadamente emagrecer. Esse tipo de pensamento só veta o processo de perda calórica. Quanto mais desencanado, menos abitolado, mais sucesso se tem no processo de perda. E assim vou indo e cantando feliz pela estrada a fora.

Tenho certeza que em breve vou ter mais boas notícias pra contar. Estou feliz com isso, tenho certeza que a primeira batalha da guerra já foi vencida. Agora é não desanimar e continuar o processo. Assim como todos os outros processos que tenho para 2011, o ano da renovação na minha vida.



A ÚLTIMA ESTAÇÃO


É verdade quando meus amigos dizem que não tenho mais fôlego pra certas desbravuras que cometia tempos atrás. Lembro-me perfeitamente, aos meus 20 e poucos anos, que saía noites e noites ininterruptas e nada comigo acontecia. Hoje é diferente. Não sou ninguém sem minhas 8 horas de sono. Isso. Antes eu dormia 4 horas e passava 20 horas acordado. Hoje não, tenho que dormir o sono dos justos. Quando falo aos meus amigos “as delicias e os dissabores” de ter mais de 30 anos, alguns logo pensam de forma pessimista que estou parando a vida e deixando o barco correr à revelia. Isso não é uma verdade. Chega um momento da vida que a gente descobre um novo ritmo, um novo full time que é preciso respeitá-lo para evitarmos problemas mais sérios.

É o que tenho feito: respeitado meu novo tempo, minhas novas horas. O momento onde o relógio corre mais rápido, porém, o organismo passa a viver numa pasmaceira. Depois dos 25 anos começamos a perder células, elas vão morrendo pouco a pouco e se regenerando em menor velocidade, e com isso a velhice se desenvolve. Quando mais velho, menos renovação de células e mais morte delas. Assim é o ciclo biológico da vida. Não há como fugir dele. “Ah, sim, podemos melhorar a qualidade da idade e a brutalidade de que se envelhece, mas a velhice... essa é implacável e vem sem medo depois de certa idade”.

Podemos fazer academia, pilates, yoga, inúmeras coisas a fim de evitar a catástrofe. A onda pode chegar fraca à orla, mas chega sem dúvida. E assim vou fazendo para evitar a onda gravitacional.

Por que estou falando disso? Nas minhas últimas pesquisas, a quantidade de pessoas amedrontadas com o efeito da velhice é muito grande. Conheço gente que está, aos 40 anos, chorando com medo de morrer. Mesmo sabendo que nada adianta chorar, a morte é certa, ela chega uma hora. Como se o choro dos aflitos pudesse inverter a situação. As pessoas perdem tempo acreditando que este consolo, mais a piedade dos céus, podem mudar alguma rota mais trágica.

Não deve ser nada fácil pra quem chega aos 80 anos de idade e perceber que a palavra “limite” será sua maior parceira dali pra frente. Pois é à hora de procurar entender que é outro tempo, outro momento e o seu corpo – por mais que o cérebro continue a mil por hora – não corresponde mais as estatísticas. O contrário do que se imaginam, muitos velhos estão inteiros, mais lentos sim, mas cheios de gás vivendo o que a vida tem pra lhe oferecer. Assim deve ser. Afinal de contas, não há choro e nem vela numa fita amarela que mude o curso pro fim. Mas pode-se chegar ao fim com muita dignidade e sabedoria. Espero que a velhice seja a última estação da vida de todos. Somente aos que chegam nela terão vivido uma vida plena e cheia de estórias pra contar.

Vieira Gama

domingo, 26 de dezembro de 2010

SENTIU A PRESSÃO, GAROTO!

PRA SER HONESTO É NECESSÁRIO MANDAR TOMAR NO CU!

Nem venham me dizer que estou num período de complexidade e que muitos ao me olharem de fora jamais entenderão a importância de tudo que eu venho vivendo. Mas já falarei um pouco disso no poste abaixo. Agora o assunto é outra coisa e vamos comentar: a mais importante delas.

Primeiramente, que todos vocês a me julgarem, a ficar dissertando sobre meu comportamento, sobre minhas situações vão todos tomar no meio do vosso ânus! Isso mesmo! Abra-o, e dentro dele se sodomizem com o vosso dedo indicador!

“Ah, estou farto e cansado de uns e outros ficarem achando o que é melhor pra mim, o que eu devo ou não fazer. Tem gente que não sai de casa antes de dar uma pincelada na minha vida pessoal. Se ficassem restritos ao que posto e permito aqui pelo blog de vocês ficarem sabendo, tudo bem. Mas não! Tem gente que quer entrar feito um objeto fálico no meu rabo e, por dentro, descobrir o que sinto, o que quero e — principalmente — de quem amo ou talvez goste. Chega! Vai todo mundo se fuder!”

Não se assustem, meus queridos! A franqueza está apenas por começar. Se ficaram assustados com isso, em 2011, não sairão de dentro de suas casas escondidos embaixo da cama com medo da madame Satã aqui. Vou botar pra “fuder” em todo mundo. Vai ser uma delícia! Não pouparei nem o amigo mais querido se o mesmo invadir meu espaço. Agora é hora do respeito e alguns terão que aprender na marra. Não precisam me respeitar se não querem, mas saibam que estou mais afiado que faca guizu. Tá uma “dilícia” de cortar os mais enxeridos.

Muitos nem estão entendendo sobre isso. Isso se chegaram até aqui lendo. Vou ser mais claro. Eu sei que o mundo não nos respeita, que ninguém respeita ninguém e que ficar cobrando o tal é uma perda de tempo total. Mas pra não dizerem que sou mauzinho, logo digo que a resposta será sangrenta e brutal pra quem não respeitar o cordão de isolamento. Fica a dica, tá, tatás! Agora é a política do “bateu, levou”! Uns e outros só entendem essa língua.


JANTAR PARA A LIBERDADE

Hoje (25 de dezembro), depois de passar a ceia de natal com os meus familiares e os meus compadres Daniela Ferreira e Edson Campos, quis ficar num momento só pra mim, sem ter aqueles papos costumeiros de natal onde todos resolvem se unir na sala lembrando o passado. Aquelas velhas brincadeiras que mesmo com passar do tempo insistem em ficar marcadas na nossa pele; aquela história de terror que durante anos nos assombrou e muitas noites de sono que deixamos de ter por medo de que algo tenebroso acontecesse. Definitivamente, não estava pra isso. Não queria de maneira alguma me reunir pra lembrar estas coisas.

Foi quando, por volta das 20 horas, depois de arrumar meu computador com a praticidade do meu amigo Rodrigo Abravanell que me socorreu num acesso remoto, decidi sair pra jantar fora. Isso mesmo. Queria jantar fora, pensar em algumas coisas que não compartilho com ninguém e que somente eu tenho a chave desses segredos. São segredos meus, histórias minhas que as guardo na maior discrição e que vejo na hora de me livrar do adorno. De fato tem horas que certas coisas pesam e não tem outro jeito, temos que nos livrar delas.

Como neste ano que está prestes a terminar ‘matei literalmente o carrasco’, essas coisas que guardava não vão me servir pra nada. É necessário a limpeza e deixar a dispensa vazia pra uma nova vivência, o sentir de um novo sentimento, novos medos, novos anseios, novos grilos, novos amigos, renovação dos velhos amigos... Enfim tudo que movimenta a energia. A vida é feita de uma transformação constante. E é atrás dela que vou correr constantemente, concomitantemente sem deixar meus planos de lado. Não tenho metas, mas tenho inúmeros planos, e não são poucos, não.

Como já comentado em outros postes, a transformação, a liberação de medos e anseios que durante a vida fazemos questão de aglomerar a nos prejudicar, não é uma tarefa fácil. Ainda mais quando fazemos tudo sem ajuda de terapeutas pessoais, mas nos analisando e ouvindo palestras de um cara que descobri primordial para matar o meu carrasco.

Não adianta. Todos nós temos um carrasco e ele é o responsável por fechar muitas portas que deixamos de abrir por medo que ele nos submete. Falarei sobre isso numa outra oportunidade com mais tempo. Hoje só quero pincelar.

Fui jantar. Após tomei minha cerveja, uma vez que não gosto de tomá-la durante a refeição. Ali, em alguns e longos minutos pensei. E como pensei. Melhor que pensar, eu decidir por umfim em todos esses grilos. Os últimos que me faltavam e, após tomar minha cerveja, voltei pra casa feliz e saltitante. A vida é muito mais leve quando se deixa todo o peso pra trás.

E que venha 2011! Um ano que pode ser ainda melhor que 2010 que pra mim foi um ano muito significativo e repleto de realizações pessoais. Sem dúvida um ano que me deixará ótimas lembranças.