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sexta-feira, 28 de agosto de 2009


MINHA ANÃ DE JARDIM PREDILETA

Aqui quero falar dela, minha amiga Marcela, que volta a freqüentar meus blogs depois de algum tempo. Acho que há muito tempo atrás eu falei dela no the Profundis ou no Salvation, não me lembro...
Essa pequena, essa anã de jardim pra falar a verdade. Que hoje é bem diferente daquela que retratei um tempo atrás. Antes Marcela era uma garotinha encantada por mim. Com o passar dos anos, ela pôde conhecer os meus defeitos e ver que não era tão deslumbrante quanto ela imaginava. Nós somos assim, somos encantadores à primeira vista, mas ao longo do conhecimento, os defeitos começam a aparecer. Não somos menos amigos que antes, hoje, somos amigos de igual pra igual. Não há diferença entre nós. Acredito que somos até mais do que antes.
É muito engraçado vê-la hoje dando suas opiniões, mostrando seus desejos e bem próxima de ter o grande momento de sua vida, assim espero. Marcela cresceu, é mulher, é dona de suas vontades, percebeu em tempo, que não precisa de escada pra ser admirável e confesso que é muito mais interessante hoje do que àquela garotinha que conheci anos atrás.
Claro que nem tudo nela mudou, a bonitinha continua seguindo à risca a música do nosso ilustríssimo Ed Mota, aquela que diz: Eu não nasci pro trabalho, eu não nasci pra sofrer. Eu percebi que a vida é muito mais que viver...
Hoje, Marcela, não me dá razão em nada, também pudera, só faço a coisa errada. No meu último relacionamento foi um exemplo, errei do começo ao fim e Marcela me criticou o tempo inteiro. Até no final do relacionamento, vocês acreditam, ela me criticou! Mais uma vez estava errado! Mas enfim, passou.
Em breve vou falar desse relacionamento que tive, dessa pessoa que merece um comentário meu, mas em breve, não pra já, pode ser amanhã...
Aproveito nesse espaço e agradeço essa amiga de muitas horas por tudo que tem feito e, principalmente, por ter me deixado assisti-la crescer. Este é um prazer imensurável! Marcela e uma mulher pequena, daquelas que retratou Roberto Carlos, mas grande em seu conteúdo, grande em sua sabedoria e no conhecimento do comportamento humano que, a cada dia, mostra conhecer mais e mais! E assim vamos pra quase ou já cinco anos de amizade.
Não vejo a hora de batizar sua filha! Calma, gente! Ela não está grávida. Marcela só me convidou para que batize sua primeira filha, coisa que vou adorar, amar de paixão! Sei que vai ter bicha que vai passar aqui e vai odiar essa notícia, mas sua primeira filha é minha. A vocês vai restar da segunda em diante, isso se não dar o bote também, pois quando eu quero uma coisa, eu aceito não mais que tudo! Adoro!
E assim vamos vivendo, apreciando como nunca essa bela amizade que tenho orgulho de dizer que construímos ao longo de árduos anos e que árduos viu! Antes que me esqueça: TO ONLINE VIU!
UMA MÚSICA PRA QUE VOCÊS COLOQUEM NO CARRO NO FINAL DE SEMANA!

Amo essa música, não é nova, mas é atualíssima! Amanda – Don’t Miss! Fantástica! Vai tocar horrores no meu carro! Aloka! Se forem a uma festa cheguem de carro ouvindo ela, não dá outra, sucesso na certa!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009


SER OU NÃO SER DO “CORRE”?

Ontem eu fui visitar meu amigo Samuca, que perdera sua mãe recentemente. Faço parte daquela turma de urubus que fica velando o sofrimento do outro como se tivesse perdido alguém tão próximo quanto à vítima e, detalhe, que não sofre tanto quanto a pessoa que perdeu. Samuca é meu amigo há pelo menos 30 anos, o meu tempo de vida, certo de que ele viu meus primeiros passos rumo a essa vida frenética chamada de vida urbana.
A fofoca corria solta, estávamos falando muito mal de pessoas que não me atrevo dizer aqui. Vai que alguém passa meio que sem querer no Destaque e amanhã tem uma dúzia de mexeriqueiras com rolos de macarrão na mão querendo me mandar para as terras da loló. Samuca é ótimo! Madame Morgana, seu nome de guerra! Se eu tenho nome de guerra? Claro que não, sou um pseudo intelectual e não posso me dar esse luxo. Depois de acabar com as orelhas de Gertrudes machão, Perigosa Pertubada, Mulher banana e Maricota foi pro brejo; fomos surpreendidos com as visitas de duas mocinhas, uma delas, a sobrinha dele. Mudamos o rumo da conversa e passamos a falar de família. Como não queria mais saber desse assunto, dei atenção a coleguinha da sobrinha que sentara ao meu lado. Não me lembro o nome dela, mas era uma figura não menos que encantadora. Devia ter um metro e sessenta e poucos, loura tipo Nazaré Tedesco, magérrima – tanto quanto a Ana, àquela lá de record.
Logo de cara fui informado pela loiruda que ela tinha nada mais, nada menos do que 4 namorados: um na zona Sul, outro na zona oeste – com este não praticava sexo, um na zona norte e o outro – quem ela ama, é do “corre” e tem pau pequeno! Chocados? Minha boca quicava feito io-iô.
Segundo a mocinha simpática, o amor de sua vida é rico, tem uma BMW e uma máquina que nem me atrevo dizer o nome por não lembrar, mas sei que é daquelas que qualquer jogador de futebol adoraria exibir.
- Ele é rico? Qual a ocupação dele? – perguntei na mais pura inocência.
- Ele é do corre! Traficante! – Falou a loira como se me dissesse que ele fosse médico.
Na hora abri meus dentões para aquela menina, já que com mulher de traficante, no meu bairro, não se brinca e fiz cara de coleguinha! Ela continuou a dizer suas agruras por não saber com quem ficar. Mas que o partido da zona sul tinha sim um bom emprego, queria coisa séria e, é claro, casamento.
Mas diante da ocupação do primeiro que ela me disse após minha pergunta inocente, não tive coragem de perguntar a ela qual seria a boa e nobre ocupação desse da zona sul. Existem coisas que é melhor não sabermos...
Deu meu horário e enquanto o Fábio Junior gritava na televisão anunciado a abertura de Alma Gêmea, tomei o caminho de casa e fiquei a pensar nas nobres ocupações dos galanzinhos do meu bairro: Ser ou não ser do “corre”?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

PRESENTE DE AMIGOS

Em 1998 escrevi minha primeira sinopse de novela, devidamente registrada com o título de “Os Lados da Moeda”. Uma historia noir que trata a vida inerte de uma família de milionários. Virgilio Veronese vê seu império desmoronar após a morte de sua esposa Cecília, em circunstâncias nem um pouco esclarecidas.
Misturei diversas coisas nessa trama, entre elas, o perigoso e nada explorado pela mídia mundo dos que jogam RPG. Na época tive um apoio enorme de uma amigo, o Milton Netto jogador de RPG, que me ajudou fielmente nas pesquisas pra essa história. Meu muito obrigado!
Já me 2003 tive uma ideia, escrever outra sinopse de telenovela, ou seja, que viria no ano de 2005, ser batizada de Exótica e também devidamente registrada. Uma linda história de amor entre mulheres, mães, filhos, família; explorando um universo mais romântico.
Exótica foi a história que mais me empolgou de fazer, nela me descobri em vários sentidos. Acompanhando as personagens pude entender que a vida é simplesmente maravilhosa, como diria Ivan Lins!
Nessa história sim, me inspirei em diversas histórias de vida, principalmente, de mulheres que pude ver no meu crescimento, em minha formação de homem. Histórias essas que fariam qualquer coração empedernido chorar como menino! Exótica é linda! A começar pela música de abertura que escolho sem medo de errar, uma canção de Milton Nascimento, Caçador de Mim!
São ao todo 70 personagens e aproximadamente 180 capítulos de pura emoção! Como sou apaixonado por todas as histórias que escrevo, nesta não seria diferente, comentava com os meus amigos as bravuras e desbravuras de minhas personagens. E não menos encantando do que eu, André, um amigo de longa data me presenteou com esta abertura feita por ele para minha linda história de amor entre mulheres, Exótica! Uma abertura sem os recursos de Hans Donner, mas muito cheia de amor, esperança como o lindo coração de André.
Aqui deixarei a abertura para que vocês possam conferir e ver o quanto é importante ter amigos que torçam por nós! Amei e deixo meu sincero muito obrigado a você André, essa pessoa linda e apaixonada pela arte que tanto me ajudou a crescer como homem: novelas!

Confiram!

Aproveitem e confiram também o blog do Milton, é otimo e de excelente gosto!
http://sensoincomum.wordpress.com/



Acima, Andre comemorando mais um

ano de vida! Beijos meu lindo

Abaixo o vídeo da abertura feita pelo André!

A PARANOIA DO POP STAR!

Essa história eu tenho que contar pra vocês, é muito engraçada! Como todos sabem, estou escrevendo o Paranoia Adestrada, o que já me rendeu a primeira confusão.
Um amigo meu, quer dizer, um ex-amigo meu já que ele me excluiu do orkut; ficou extremamente incomodado com a história. Segundo ele, a mesma é devidamente inspirada em sua vida, sua história de vida! Acreditem! Num tom nada menos do que ameaçador, fui informado por ele que não queria se identificar mais ali na banal história escrita.
Os argumentos dados são as de que ele mora no mesmo andar que o personagem Rodrigo mora e o fato de um dos personagens ser homônimo de seu namorado. Agora me digam, isso é contar a história de vida de alguém?
Claro que não! Não sei se foi “tássia” demais da pessoa em questão ou se a mesma não se encontrava num dia bom.
Agora imaginem vocês se o Manoel Carlos fosse ameaçado por todas as Helenas desse Brasil que se identificassem com suas Helenas, o que seria da autoria desse mestre da teledramaturgia? O que os autores teriam de fazer pra não batizarem seus personagens por nomes nunca usados antes? Isso é loucura demais pra minha cabeça. Realmente uma paranoia!
Gosto demais das pessoas que me excluíram do orkut, falo pessoas, no mais rigoroso plural, porque o namorado homônimo também me excluiu. Se consciente ou inconsciente eu não sei, mas me excluiu.
Essa história como já informei a tenho há mais de cinco anos, bem antes do namoro em questão! O que me choca não é ser excluído, mas uma pessoa que sumariamente julgava inteligente ter uma atitude tão imbecil como essa. Detalhe, esta mesma pessoa quer se aventurar na dramaturgia, ou seja, muito em breve, terá de batizar e se inspirar em muita gente para escrever. Mesmo que se baseei nele mesma, no mundo de Alice, terá sérios problemas com a família de Esopo.
Só pra encerrar essa história. Não me importei nem um pouco com o feito, achei tão idiota, tão imbecil que não vale a pena sacrificar uma boa história como a de Paranoia Adestrada, em nome da infantilidade de outros.! Em tempos de Big Brother Brasil, as pessoas não sabem mais o que fazer pra chamarem atenção pra si. Mas afirmo que isso é ridículo, motivo pra uma prolongada salva de palmas. Vamos aplaudir a imbecilidade de que quem não sabe o real significado da frase usada por todos os escritores:

“Qualquer semelhança com nomes, fatos, acontecimentos; será uma mera coincidência”

Silmar Gama

segunda-feira, 24 de agosto de 2009


PARANOIA ADESTRADA

Aqui quero falar do meu bebe de estimação no momento, Paranoia Adestrada, um blog ficcional que estou escrevendo em tempo real na internet. Não direi que é um livro, até porque seria muito pretensioso de minha parte. Digamos que seja uma história que registra várias passagens que um casal homossexual enfrenta ao longo do tempo de namoro.
Eu tenho vários amigos gays e mais heterossexuais ainda. E meus amigos héteros sempre dizem que devia me aventurar mais no caminho de “O Terceiro Travesseiro”, uma vez que tenho muitas estórias pra contar. Como não gosto deste livro, quero fazer algo diferente dentro desse universo que acredito que deve e deva ser mais explorado nos próximos tempos.
Meu primeiro romance deve ser lançado em meados do ano que vem. Já fechei com uma editora que não revelo nem sob tortura, mas que não será nada simbólico, não. Como se trata do meu primeiro romance, estarei financiando minha primeira edição! Foi a forma encontrada de colocar, definitivamente, Dark Room – até que a morte nos separe, nas prateleiras.
Dark Room é uma história que nasceu dentro do dark room da boate Salvation, em 2000. Dentro dele tive contato com uma pessoa que me contou sua história de vida, ali, guardei grande parte na minha cabeça e, assim, nasceu primeiramente a peça de teatro e agora, mais recentemente, o livro.

“ Vinicius é um homem de 30 e tantos anos, dono da falida boate Paralelos, que vive uma história de amor com um rapaz mais jovem e, diante do alucinado ciúme que sente do seu namorado, descobre que sua vida é nada mais, nada menos do que uma vida frustrada. Tentando entender-se, Vinícius vai em busca de sua essência e nessa busca encontra com sentimentos, histórias, emoções que há muito estavam escondidos no baú de seu coração. Orientado por uma personagem misteriosa, ele encontra não só emoções como uma nova razão pra viver, sendo que seus dias de vida, estão mais que contados”
Uma linda história de amor, que vai além dos limites da imaginação que, com certeza, nos leva a consciência que nada vale a pena, a não ser o singelo sentimento do Amor.

Dark room teve várias versões, mas a que permaneceu foi a que esse menino misterioso me contou dentro do quarto escuro.
Estava na boate em uma dessas noites chatézimas, queria um lugar quieto pra ficar, até que meu amigo me convidou pra entrar no dark. Não titubeei e logo corri para dentro daquele quarto que as pessoas buscavam um prazer que jamais se findava. Como tinha um enorme sofá para quem quisesse sentar, descansar. Sentei nele mesmo. Foi quando tive contato com a pessoa que me contou a história. Enquanto meus amigos gozavam da luxúria, fiquei três horas ouvindo aquele rapaz me contando sua história, essa sim, sua história de vida! E já às lágrimas aquela pessoa que contava tristemente sua história de vida, desapareceu diante daquela multidão sedenta por sexo para nunca mais ser vista por mim.

Fiquei dias e dias pensando nele. Era um rapaz muito bonito, bonito não, lindo! E antes dele ir embora, me deu um beijo na boca, acredito eu, como forma de agradecimento por ouvi-lo tão pacientemente.

Voltando ao Paranoia Adestrada, não quero entrar nesse universo tão diretamente. E como forma de ESQUENTA, estou escrevendo esta loucura que percorreu minha cabeça por tantos anos. A estória de Paranoia termina quando começa a de Dark Room. Portanto, ambas as estórias nos emocionará, nos fará refletir em que mundo estamos vivendo e o que deixaremos como forma de essência para uma geração tão obscura, fria que viverá os próximos anos. Vale a pena conferir!
Sílmar Gama