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segunda-feira, 24 de maio de 2010


OS MEUS AMIGOS E SUAS FAMÍLIAS...


Estou voyer ultimamente com relação as famílias de meus amigos. Hoje (24 de maio) passeando pelo orkut pude acompanhar algumas delas vendo suas fotos. Uma família mais linda que a outra, outras com apenas duas pessoas e não menos família, desde que há o amor instalado dentro delas. Não precisamos de filhos pra sermos uma família, melhor, pra termos a nossa. Basta que duas pessoas queiram se estabelecer num mesmo eixo, em um só propósito, indiferente de sexo, raça e etnias. Basta ter o amor.

Vendo a família da minha amiga-ex-aluna de teatro Ayanna Carla, pude perceber o amor em cada fotografia que via ali. O amor pelos seus filhos, sobrinhos e, claro, não podia faltar, o amor pelo maridão. Um lindo casal sem dúvida. Fiquei tempos ali olhando aquelas fotos e confesso, sem inveja alguma, tive um imenso desejo de ter meu filho, meu filho mesmo, uma criança que pudesse me preocupar, prepara-la para um mundo voraz e cruel que temos aí fora. Acho que vou adotar uma criança daqui uns anos. O carinho que Aynna tem por eles é admirável, o cuidado com que coloca cada foto deles é minuciosamente amável. Admiro-te por isso. Claro que me senti um velhaco vendo tudo isso. Quando fui professor de Aynna ela tinha por volta de 15 ou 16 anos. Agora é uma mulher, com filhos, marido, família e eu, um voyer da felicidade familiar alheia.

Também passei pelo orkut de minha outra amiga Daniela Ferreira, pude ver que há uma família ali também, sem filhos, mas com o amor que toda família deve ter. Duas pessoas que se amam, se respeitam, se admiram, se ajudam... Pronto! Isso já é uma família.

No orkut de minha companheira de teatro e diretora junto comigo em tempos de Plator, também encontrei uma razão familiar linda: Jéssica, Márcio e o pequinino Lucas que ainda não conheço e não vejo a hora disso acontecer. Conheço esses dois muito antes de Lucas pensar em vir galgar seus espaços aqui no mundo. São dois batalhadores que vencem simples por uma única ração: o amor.

Encontrei também Eduardo e Glaiser, uma família de dois e muitos filhos, entre eles: uma porção de bichinhos de pelúcia estampados em seus álbuns. Há amor ali também. Tantos anos juntos fazendo sonhos, principalmente, os sonhos se realizarem.

A família de Rose e sua esposa é mais silenciosa, não coloca sua felicidade no orkut, mas sei muito bem que ela existe, afinal, anos juntos também enfrentando o direito da diversidade, o direito de existir e serem respeitadas por suas orientações sexuais.

Bacana isso e, com meu olhar voyer, passeio e passeio vendo o sorriso das pessoas que tenho entre amigos e também me faz bem os vendo sorrindo, os vendo alegres, felizes por serem de fato uma família, acima de tudo e vencendo quaisquer vicissitudes, mas ganhando frutos em nome do Amor.

A vocês que citei e a todas as famílias que me cercam, meu grandioso, puro e sincero respeito!

By VIEIRA GAMA

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