Estou cheio de vontade para o próximo ano. O contrário de muitos que se jogam no trabalho após terem perdas incomparáveis, eu me coloquei em marasmo, prostrado à espera de uma atitude que só podia vir de mim mesmo. Em fevereiro, fará dois anos que perdi minha madrinha e, por conta disso, fiquei sem vontade de muita coisa. Mas deixo claro, não foi a morte de minha madrinha que me bloqueou. Eu venho de um processo de falência de algum tempo atrás, eu diria falência emocional, acredito que desde 2007 comecei minha queda que, em 2009, atingiu seu cume com o falecimento de minha madrinha. Minha mãe ficou muito abatida e eu tive que segurar a onda pra mantê-la em pé.
Mantendo sua onda em pé, acabei me esquecendo: perdi a vaidade, perdi o interesse sexual, perdi dinheiro, ganhei considerável peso, enfim, uma piora sem tamanho. E por qual razão estou falando tudo isso? Por que chegou a hora da virada, chegou à hora em que tenho que me salvar pra não morrer por dentro. E eu quero demais me salvar e tenho certeza que já comecei a fazer isso há algum tempo também.
Falar disso pra mim é muito difícil, não por vergonha, mas por me lembrar de pessoas que não me deixaram abandonar, morrer, como: a Daniela, Marcela, Nino, que estiveram ao meu lado o tempo todo. Cada um com sua importância: Daniela foi responsável pelo meu processo emocional; apresentou-me o Gasparetto e suas palestras e ambas me salvaram do colapso total; Marcela, fez todo o processo vaidoso, sempre me vendo, falando coisas acima do que eu merecia naquele momento e eu tinha plena consciência disso; e Nino foi meu “amigo equilíbrio”, tornando meus dias mais calmos. Com essa equipe toda só podia me levantar. E falar deles, escrever sobre a importância deles todos me emociona muito.
Sentir, dentro de mim a vontade de dar a volta por cima, também foi crucial. E tenho certeza que nesse momento, você que lê este texto pode viver um momento parecido ou conhecer alguém que viva. Sentir o emocional abalado não é coisa pra rico ou coisa pra pobre. Qualquer pessoa pode passar por isso. No passado eu tive Pânico e dessa vez não cheguei perto, mas, confesso, foi uma depressão indizível.
Agora é o momento, assumidamente, da virada, e daqui pra frente estarei agarrado à verdade. Foi necessário me abrir aqui, me dizer com verdade, pra que quando chegar o processo final todos entendam todo o processo. Embora, nós, seres humanos, nunca chegamos ao processo final, estamos sempre em processo. Estou melhorando muito. Me matriculei na academia, tenho saído às baladas, tenho falado com pessoas e estou amando incrivelmente a vida. Tudo isso é importante. Entender que o apego só nos sucumbe, coloca-nos pra baixo é fundamental. Achar que todos que morreram estão em cima de nossas cabeças nos julgando é mortal a nós mesmos. Faz com que deixemos de fazer coisas.
Nós estamos aqui de passagem. Alugamos este Planeta. Todos vão passar: nossos pais, nossos irmãos, nossos amigos, e, claro, nós também. Temos que, crucialmente, nos desapegarmos disso tudo aqui, desse sentimento de posse, de pensar que somos donos da vida e que podemos movimentar as energias a nosso bel prazer.
Parei de viver em 2007. Parei de namorar, perdi um grande emprego por preconceito sexual, perdi amores, perdi, perdi, perdi e perdi... e pensando em perdas, fui me condicionando a perder, a entender que estava aqui pra isso somente: pra perder. Até que, num dia, não mais que de repente, Luiz Gasparetto disse: “A vida te trata como você se trata”. Entendendo isso, comecei, num processo de formiguinha, um processo de mentalização energética: mudando tudo que pensava até então, todo aquele sentimento derrotista. É sinais vão sendo dados o tempo todo, basta prestarmos atenção.
Aos poucos já estou cheio de projetos novamente. A volta ao teatro com um texto incrível, trabalho novo –humilde – mas que me abrirá muitas portas. Estou fazendo academia, estou paquerando novamente, e acredito que até um amor novo pode pintar em breve, por que não?
É verdade, minha gente, a vida te trata como você se trata. Se você se trata com sucesso, sucesso tem. Se você se trata com derrota, derrota terá. Demorei pra entender isso, mas aos poucos, vejo resultados incríveis! Estou a levar uma vida mais verdadeira, sem poses vazias, mas me bancando muito, me amando muito, acreditando muito em mim e no meu talento!
Apesar de falar dessas coisas tristes, dessas emoções todas: não tenham dúvidas, estou muito feliz, estou vivendo a fase mais plena da minha vida e, creio, que é apenas o começo de muitas fases boas que ainda vou viver!
Eu me amo como nunca me amei antes!
Continua num próximo poste...
QUASE UMA MOÇINHA, NÉ? Outro dia, passeando pelo Facebook, me deparo com esta imagem ao lado. Achei-a engraçadíssima e a trouxe pra compartilhar com todos vocês, Justin Bieber, como nunca visto antes. Quase uma moçoila.
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